JBS prepara outros 20 volumes de delação com detalhes de propina a políticos

Defesa deve entregar novos anexos à PGR em setembro. Documentos darão detalhes de pagamentos a políticos, agentes federais e representantes do governo federal

Joesley Batista durante depoimento à PGR | Foto: Reprodução

Um complemento de mais 20 volumes será entregue pela defesa dos delatores da JBS à Procuradoria-Geral da República, dando mais detalhes do que já foi delatado no acordo de colaboração premiada assinado pelos irmãos Wesley e Joesley Batista e executivos do grupo.

Reportagem do jornal Folha de S. Paulo registra nesta quinta-feira (20/7) que os novos anexos são detalhamentos documentados do caminho da propina paga pelos empresários a mais de 1800 políticos e ainda cerca de 200 agentes federais do Ministério da Agricultura. Documentos devem ser entregues em setembro.

Na parte da delação a cargo de Joesley, ele deve relatar o motivo das doações ilegais a políticos, como elas teriam sido pagas e as contrapartidas recebidas por esses pagamentos.

Já a documentação a ser apresentada por Wesley, deve incluir o suborno aos agentes do Ministério da Agricultura que fiscalizavam as empresas do grupo. Ele deve alegar que a prática não era exclusiva da JBS, mas sim um caso de corrupção sistêmica sobre o qual a pasta já havia sido alertada, mas o problema nunca foi resolvido.

A primeira leva da delação da JBS tinha 44 volumes e foi produzida pelos irmãos Batista e outros cinco executivos da empresa. Desta vez participam, além de Wesley e Joesley, o diretor de relações institucionais da holding J&F, Ricardo Saud, e o diretor jurídico do grupo, Francisco de Assis.

Segundo a publicação, os anexos entregues por Assis irão relatar casos envolvendo o ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o doleiro Lúcio Funaro, o empresário Victor Sandri e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.

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