Issy Quinan diz sobre presidência da Alego: “Esse posto não me seduz” e defende chapa única
07 outubro 2026 às 16h03

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Em colaboração Raunner Vinicius
Um dos nomes ventilados para disputar a presidência da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), o deputado estadual reeleito Issy Quinan (MDB) afirmou que o cargo não o seduz e defendeu a construção de uma chapa única para a próxima Mesa Diretora. Atual primeiro vice-presidente da Casa, ele recebeu 73.433 votos na eleição.
Apesar de ser citado entre os possíveis candidatos, Quinan disse que, de sua parte, ainda não iniciou tratativas sobre a sucessão. Segundo ele, a retomada da rotina legislativa após a campanha permitirá que as conversas avancem.
“Pessoalmente, essa vaidade não me comove, esse posto não me seduz. O que existe e o que precisa prevalecer nesse instante é o entendimento justamente para fazer com que o Legislativo goiano, o Parlamento goiano, venha cumprir rigorosamente o seu papel com a sociedade”, declarou.
O parlamentar afirmou que cumprirá sua função na primeira vice-presidência até 31 de janeiro de 2027 e pretende participar das discussões com os demais deputados para escolher o próximo dirigente.
“Eu sou daqueles que espero poder participar da discussão e, naturalmente, junto com os demais colegas, escolher o melhor nome, um nome que vai possuir melhores credenciais sob vários aspectos.”
Chapa única e cautela nas negociações
Questionado sobre a possibilidade de consenso, Quinan defendeu uma composição que preserve a unidade do Legislativo.
“Eu acho que o ambiente de disputa não é salutar para a Casa”, afirmou. Para ele, o diálogo deve permitir a conciliação dos interesses e dos espaços na Mesa Diretora.
O deputado ressaltou que os parlamentares eleitos para o primeiro mandato também serão protagonistas da escolha. Embora já tenha conversado com alguns deles, disse que os contatos foram para parabenizá-los e oferecer apoio na adaptação à Assembleia.
“Da minha parte, não houve nada relacionado ao processo de escolha da nova Mesa Diretora”, esclareceu.
Quinan evitou apontar um favorito e afirmou que há vários nomes experientes e qualificados. Na avaliação dele, as negociações devem ocorrer com responsabilidade e sem precipitação.
“Esse é um momento de muita cautela”, disse. “É um cenário que será construído por muitas mãos.”
Daniel terá influência na escolha
O parlamentar avalia que o governador Daniel Vilela (MDB) terá participação importante na definição da presidência, embora os deputados tenham autonomia para conduzir a eleição.
“Eu acredito que sim, que ele vai ter um peso decisivo nesse processo, em que pese os deputados terem autonomia para discutir essa pauta. O governador, eu acho que será ouvido e, no momento oportuno, a sua participação talvez ocorra”, afirmou.
Segundo Quinan, os integrantes da base governista deverão buscar convergência com a posição do governador. Ele também defendeu que a próxima Mesa tenha equilíbrio, capacidade de trabalho e disposição para dialogar com diferentes grupos.
“Essas divergências que existem no campo ideológico ou partidário não podem se sobrepor ao interesse público, que é o que existe de maior nesse processo.”
Legado de Bruno Peixoto
Ao comentar as ações da atual gestão, inclusive no interior, Quinan defendeu a continuidade das iniciativas bem-sucedidas de Bruno Peixoto, com espaço para aperfeiçoamentos.
“É burrice alguém querer abrir mão daquilo que funcionou. Nós temos que buscar nos inspirar nos bons exemplos”, declarou.
Para o deputado, o próximo presidente precisa representar a Assembleia como um todo e conduzir os trabalhos com ponderação e equilíbrio.
Aproximação com o PL
Quinan também afirmou que receberia com disposição uma eventual entrada dos deputados do PL na base governista. O assunto foi abordado no contexto da aproximação política em torno do apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno presidencial.
“Eu enxergo com muito bons olhos. Da minha parte, estarei de braços abertos para acolhê-los”, afirmou.
O parlamentar ressaltou que o alinhamento depende de uma decisão do partido e disse não considerar a disputa eleitoral um impedimento para a aproximação.
“Caso o PL deseje tomar essa posição de alinhamento com o governo na próxima legislatura, da minha parte eu só tenho que comemorar, porque são mais pessoas que vão nos ajudar a contribuir com o nosso Estado.”
Questionado sobre possíveis ressentimentos da campanha, respondeu: “Agora é a responsabilidade de governar e de resgatar os compromissos que todos nós assumimos com a população.”
Liderança governista
Sobre a escolha do próximo líder do governo, Quinan afirmou que a decisão é uma prerrogativa de Daniel Vilela e não precisa ficar restrita ao MDB.
“É alguém que tem uma boa relação com o Parlamento, com os aspectos da oposição e da situação, mas que tem uma relação de confiança absoluta com o governador. É uma pessoa que fala em nome do governo aqui nessa Casa”, explicou.
“Talvez possa ser do MDB, pode ser de outro partido”, acrescentou.
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