Duas irmãs foram condenadas por envolvimento na morte do cartorário Luiz Fernando Alves Chaves, em Rubiataba, no interior de Goiás. O julgamento terminou na última semana, e as duas receberam penas que passam de 24 e 30 anos de prisão, que devem começar a ser cumpridas em regime fechado.

Segundo o Ministério Público de Goiás (MPGO), as irmãs Aleyna Martins de Carvalho e Alyssa Martins de Carvalho Chaves foram consideradas culpadas por planejar e mandar matar a vítima.

A decisão foi tomada por um júri popular, que analisaram as provas e os depoimentos apresentados durante o julgamento. De acordo com a acusação, o crime foi motivado por interesse financeiro e também por questões pessoais.

O Ministério Público sustentou que as duas queriam ficar com o seguro de vida e os bens do cartorário, além de manter um relacionamento que não era aceito pela vítima. Os jurados entenderam que havia provas suficientes de que as irmãs participaram do crime e rejeitaram a versão da defesa, que negava o envolvimento delas.

O Jornal Opção entrou em contato com a defesa das irmãs. O advogado Rodrigo Lustosa, que representa Aleyna Martins de Carvalho, afirmou que o julgamento foi “injusto e absolutamente incompatível com as provas dos autos”. Além disso, revelou que já protocolou recurso de apelação para anulação do júri.

Já a defesa de Alyssa Martins de Carvalho Chaves não respondeu até a publicação da matéria. O espaço segue aberto para o devido posicionamento.

Como aconteceu o crime

As investigações apontam que o assassinato foi planejado com antecedência. As irmãs teriam contratado um homem por R$ 100 mil para organizar a execução. Ainda segundo o processo, uma delas repassou informações sobre a rotina da vítima e facilitou a entrada dos criminosos na casa.

Na noite de 28 de dezembro de 2021, o cartorário foi rendido enquanto participava de uma videoaula. Ele foi amarrado, colocado dentro do próprio carro e levado até uma área rural da cidade, onde foi morto com vários tiros.

O juiz responsável pelo caso decidiu que as duas não poderão responder em liberdade e devem continuar presas em uma unidade prisional feminina em Aparecida de Goiânia. Com a condenação das irmãs, chega ao fim o ciclo de julgamentos sobre o caso.

Outras cinco pessoas já haviam sido condenadas anteriormente por participação no crime, incluindo quem intermediou o plano e os executores. As penas dos envolvidos variam de cerca de 24 a mais de 40 anos de prisão. Ao todo, sete pessoas foram julgadas e condenadas. Todas seguem presas.

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