Iris perde mais 150 inserções no rádio e TV por ofensa a Vanderlan

Decisão foi baseada em insinuações do candidato do PMDB de que a parceria com o governo do Estado seria prejudicial para Goiânia

A Justiça Eleitoral determinou a perda de 150 inserções da coligação Experiência e Confiança, do candidato Iris Rezende (PMDB), na TV e no rádio por descumprir, novamente, o determinado pela lei eleitoral e tentar denegrir a imagem do candidato Vanderlan Cardoso (PSB), da coligação Uma Nova Goiânia.

“Pejorativamente levar ao público que o candidato adversário é apoiado pelo governador, agravando a conexão com a criação artificial de ânimo negativo do eleitor a esse candidato é inexoravelmente, sobretudo, ridicularizá-lo, diminuí-lo perante a opinião pública”, afirma o juiz Joseli Luiz Silva, da 2ª Zona Eleitoral, no texto da decisão.

O magistrado ainda destacou que o candidato do PMDB usou de um artifício proibido pela lei, ao colocar pessoas para darem opiniões sobre o candidato, simulando entrevista nas ruas. “Seguramente, quando os representados veicularam propaganda eleitoral, na televisão, simulando entrevista aparentemente com populares, estes dando conta de parceria do candidato da representante com o governador do Estado, e por isso aquele não mereceria a confiança e voto do eleitorado, ao contrário merece desdém e menoscabo, ao menos potencialmente, e com artifícios, criaram estados emocionais nos eleitores”, explica.

A decisão levou em consideração peças do candidato do PMDB que insinuavam que a parceria com o governo do Estado, ou com o governador Marconi Perillo (PSDB), seria prejudicial para Goiânia. No entendimento do juiz, as insinuações feitas ao apoio do tucano à campanha são “desprezíveis”.

Ao final da decisão, o magistrado decide que a coligação de Iris Rezende perderá a divulgação de 150 pílulas, de 30 segundos cada, nas TVs Anhanguera (34), Record (50) e Serra Dourada (66) e duas em cada rádio que tenha vinculado tal propaganda. No espaço destinado ao candidato condenado, deve constar a seguinte mensagem: “Propaganda eleitoral suspensa por infração da lei eleitoral”.

A decisão foi baseada no que trata o artigo 54, da resolução 23.457, que afirma que “na propaganda eleitoral gratuita, é vedado ao partido político, à coligação ou ao candidato, transmitir, ainda que sob a forma de entrevista jornalística, imagens de realização de pesquisa ou qualquer outro tipo de consulta popular de natureza eleitoral em que seja possível identificar o entrevistado ou em que haja manipulação de dados”.

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