Encontro está marcado para quarta-feira, no Paço Municipal, com o objetivo convencer àqueles que sustentam o petista na Casa a votar a favor do projeto

O Paço Municipal se movimenta para tentar aprovar o projeto que reajusta o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU/ITU) de Goiânia. Vereadores da base do prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), têm reunião marcada com o petista na próxima quarta-feira (26/11). O tema será a apreciação da proposta, que já tramita na Casa, mas não chegou ao plenário. Nesta segunda-feira (24), foi realizada a segunda audiência pública sobre o assunto na sede do Poder Legislativo.

Questionado sobre sua decisão a respeito do projeto, Rogério Cruz (PRB) afirmou ao Jornal Opção Online que prefere aguardar a reunião para se pronunciar. “Espero que seja alcançada uma meta que beneficie a população, de forma que os mais pobres paguem menos”, comentou, avaliando que o encontro será crucial para que decida seu voto. O vereador relata que não se deve cobrar o imposto de forma linear em setores que não tenham asfalto, por exemplo, como em algumas regiões do Jardim do Cerrado e Itatiaia. “As ruas principais têm, mas dentro do bairro mesmo, não”, falou.

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Paulo Magalhães (SD) havia dito à reportagem no início da audiência pública de hoje que haveria reunião com o prefeito às 15 horas, na sala da presidência da Câmara. No entanto, foi informado sobre a nova data. “No encontro, vou tomar a decisão da minha vida. Ou recua, ou se apresenta uma solução, sem que se arrebente com o contribuinte. Não adianta, tem que recuar na hora que vai perder”, analisou. A vontade dele, conforme observou, era a de que Paulo Garcia se reunisse definitivamente com os 35 vereadores, e não apenas com seus apoiadores.

O chefe de gabinete do prefeito, Olavo Noleto, foi questionado sobre como a prefeitura articula para garantir o apoio dos vereadores. Em resposta, disse apenas que é preciso ter “paciência, diálogo, muito amor e compreensão”.

Integrante da base, Eudes Vigor (PMDB) reconhece que os cofres municipais enfrentam dificuldades financeiras e que a cidade está à beira do caos. “Não consigo pintar uma faixa de pedestre em frente ao meu comércio [no Setor Vila Finsocial]. Sei da importância do reajuste e vamos sofrer graves consequências se não aprovarmos”, adiantou, mas sem divulgar qual o seu posicionamento a respeito da proposta.

Já o líder do bloco moderado — grupo que vota de maneira independente e é formado por quatro vereadores — Zander Fábio (PSL) voltou a reafirmar que ele e seus pares vão votar contra a proposta, caso a prefeitura não recue. O projeto prevê aumento de 57,8% e 29,7%, a serem aplicados nos próximos dois anos.

Equações

Está agendada para as 16 horas desta segunda-feira uma audiência entre o secretário de Finanças, Jeovalter Correia, e o vereador Anselmo Pereira (PSDB), no Paço Municipal. O tucano vai apresentar “equações” que podem solucionar o impasse do reajuste. “Com o uso da Lei da Progressividade, a Planta de Valores Imobiliários, o teto mínimo para o aumento e o gatilho do aumento máximo, poderemos arrecadar cerca de R$ 500 ou R$ 600 milhões”, relatou.

Anselmo Pereira (PSDB) contou que não é possível estimar um porcentual para o aumento, já que o imposto recairia de maneira individual em cada imóvel. E questionou: “Quem teve reajuste de 57,8% em seus salários?”, apresentando cópias dos projetos de reajuste do IPTU/ITU e da Planta de Valores Imobiliários aos participantes da audiência pública.