O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) lançará, no segundo semestre, programa para que edifícios tombados possam ganhar novos usos. Além disso, discute-se a possibilidade de uma linha especial do ‘Minha Casa, Minha Vida’ para centros históricos. O superintendente do Iphan Goiás, Pedro Wilson, ressalta ainda que os recursos do instituto vão ser direcionados não só aos monumentos mas também a pesquisas que buscam desvendar a história de Goiás.

Essas ações serão executadas em conjunto com as prefeituras. Um dos locais onde a verba será investida será Nova América, onde foi descoberto o possível cemitério indígena. A ideia é construir um museu com os objetos que foram e ainda podem ser encontrados na área, que está sendo pesquisada pelo Iphan, em conjunto com a Universidade Federal de Goiás (UFG) e Pontifícia Universidade Católica (PUC).

Pedro Wilson | Foto: Leoiran

“O Iphan quer buscar mais a nossa realidade antropológica, sociológica. Temos poucas pesquisas, pouco envolvimento. O Iphan estava muito para dentro. O presidente [nacional] quer trazer muito estudo, mas quer também trazer a população [para participar]”, explicou Pedro Wilson. 

“Desafio”

Pedro contou que a urna, descoberta há cerca de uma semana, foi trazida para Goiânia para que fosse estudada e passasse por processo de “manutenção”. Porém, ela deve ser enviada novamente para Nova América. 

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As pesquisas buscam descobrir, de acordo com o superintendente, a idade do vaso e de qual etnia ele pertence, além de tentar encontrar novos objetos que comprovem que o local foi usado como um cemitério indígena. 

“Pedimos para que o local fosse preservado, para que não passem máquinas. Eles estavam construindo uma estrada e por isso ela foi descoberta. A primeira ideia é de que se trata de uma urna, mas pode ser também uma área de aldeia de um ou dois séculos. Por trás da urna podemos ter índios e quilombolas. É de grande importância”, concluiu. 

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