Ipasgo retoma oferta de atendimento pelo Ingoh a novos pacientes

Plano de saúde foi notificado oficialmente na segunda-feira, 15, e os serviços foram restabelecidos de forma imediata

O Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás (Ipasgo) retomou a oferta de atendimentos a novos pacientes no Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (Ingoh) nesta segunda-feira, 15.

O serviço estava suspenso desde fevereiro deste ano, quando o instituto tornou-se alvo da Operação Metástase, que investiga fraudes em auditorias médicas junto ao Ipasgo. Segundo a Polícia Civil, o esquema pode ter causado prejuízo de R$ 50 milhões ao plano de saúde dos servidores públicos.

O Ipasgo foi notificado oficialmente na segunda-feira, 15, e os serviços foram restabelecidos de forma imediata. A decisão é assinada pela desembargadora Nelma Branco Ferreira Perilo que cita a necessidade de se observar o princípio da não culpabilidade.

Em nota ao Jornal Opção, o Ingoh confirma a autoria da solicitação junto ao MP e afirma que a representação teria sido recebida pela direção do Ipasgo ainda no dia 2 de junho. Para o instituto, os pedidos foram pautados por crimes como improbidade administrativa, apontando que houve descumprimento de decisões judiciais desde fevereiro deste ano.

Nota

O Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (INGOH) confirma que protocolou um pedido de prisão em flagrante ao presidente do Ipasgo, Sílvio Antônio Fernandes Filho, no Ministério Público de Goiás, nesta segunda-feira (15). A representação foi pautada pelos crimes de Prevaricação, Improbidade Administrativa e Infração Administrativa, visto que o presidente descumpria, de forma recorrente, decisões judiciais desde fevereiro do presente ano. A última delas, publicada em 1º de junho, determinava retorno imediato de atendimentos deste plano de saúde na unidade. No entanto, o presidente só liberou a assistência médica integral ao INGOH, após ser informado do pedido de prisão em flagrante – 15 dias depois da publicação judicial.

Ao contrário do que repassado para a reportagem de O Popular, esta decisão foi recebida pelo presidente do Ipasgo no dia 2 de junho – inclusive com interposição de recurso (agravo interno) contra o conteúdo assinado pela desembargadora Nelma Branco, no dia 8. No texto, a magistrada arguiu que o Ipasgo não pode culpar o INGOH por irregularidades, visto que o inquérito sobre tal assunto sequer foi concluído. Nesse sentido, o INGOH, publicamente, reforça seu pedido para que a autoridade policial conclua o referido inquérito com apresentação de provas concretas de todas as acusações feitas ao longo dos últimos meses.

Como sempre, o INGOH se mantém à disposição da Justiça e da Polícia Civil para eventuais esclarecimentos e pauta os atendimentos de todos que necessitam de seus serviços com Ciência e Humanização.

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