“Interferência inadmissível”, diz general Heleno sobre pedido de apreensão do celular de Bolsonaro

Enquanto ministro bolsonarista se ofende com pedido da Justiça para investigar celular de Bolsonaro, presidente da OAB, Felipe Santa Cruz acusa general de “anacronismo” e o manda “sair de 64”, em referência ao ano do Golpe Militar

General Augusto Heleno | Foto: Reprodução

Após pedido encaminhado por ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF) ao procurador-geral da República, Augusto Aras, de apreensão do celular de Bolsonaro, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno respondeu com nota dizendo que seria uma “interferência inadmissível”.


Para ele, a apreensão do celular de Bolsonaro seria uma “afronta à autoridade máxima do Poder Executivo e interferência inadmissível de outro Poder” e que “poderá ter consequências imprevisíveis”.


Após o posicionamento do ministro, o presidente da Ordem dos Advogados Brasil, Felipe Santa Cruz, usou suas redes sociais para responder Heleno. “General Heleno, as instituições democráticas rechaçam o anacronismo de sua nota. Saia de 64 e tente contribuir com 2020, se puder. Se não puder, #ficaemcasa”, publicou em sua conta no Twitter.

No pedido de apreensão do celular do presidente, enviado por Celso de Melo à PGR, os autores são deputados do PSB, PDT e PV, que também pedem que seja apreendido o celular de Carlos Bolsonaro e da deputada Carla Zambelli (PSL). O PT também entrou com representação com pedido de apreensão do celular do ex-ministro Sergio Moro.

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