Institutos de pesquisas rebatem acusações de peemedebistas: “Não adianta criticar sem comprovar”

Integrantes da oposição tentam desqualificar pesquisas que colocam o governador  como possível vencedor das eleições já no primeiro turno. Mas responsáveis pelos institutos que fazem as aferições garantem que elas seguem critérios rigorosos

pesqCom as pesquisas eleitorais indicando possibilidade de vitória no primeiro turno do governador Marconi Perillo (PSDB), peemedebistas têm se empenhado em criticar os institutos que as realizam na tentativa de desacreditar os dados. As críticas são ouvidas em conversas informais com apoiadores de Iris Rezende e, mais recentemente, da voz do deputado Sandro Mabel, que está questionando na Justiça as últimas pesquisas Serpes.

“Nós entramos, recentemente na Justiça para saber como a pesquisa da Serpes foi feita, qual a referência de amostra, para avaliarmos como isso foi feito. Não ficaremos como na última eleição com pesquisas feitas de qualquer jeito. As pesquisas agora serão fiscalizadas”, disse Mabel. Segundo ele, a “estratégia é acabar com as mentiras”.

Dada essa situação, o Jornal Opção Online procurou os principais institutos de pesquisa de Goiás para que eles pudessem dar seu posicionamento sobre o assunto.

Gean Carvalho, do Instituto Fortiori, que tem realizado pesquisas divulgadas pelo Jornal Opção, disse que os questionamentos vêm de pessoas que “não têm nenhuma compreensão do mercado”. “Esse tipo de discurso empobrece o debate político. Fizemos pesquisas em cinco locais, e só aqui em Goiás alguns setores da oposição têm tido esse tipo de discurso”, ressaltou. O Fortiori tem realizado trabalhos em Tocantins, Minas Gerais, Rondônia e Distrito Federal.

Gean pontuou que a relutância dos peemedebistas quanto aos dados é inútil. “Existem duas formas de lidar com os números: uma é brigando, e a outra é assimilando e utilizando-os para melhorar.” O representante do Fortiori também sustentou que não há margem para suspeitas desse tipo. “Se aparecesse um instituto novo dando números discrepantes, poderíamos discutir sobre isso. Mas todas as empresas que estão aí são consolidadas e os dados vão na mesma direção.”

Ele ainda classificou de “amadorismo” e “ignorância completa” as suspeitas levantadas, ressaltando que trata-se de um “desrespeito com os profissionais que atuam há décadas no segmento”.

Antônio Martínez, do Instituto Serpes, citado por Mabel, diz que as pesquisas da empresa têm sido feitas a pedido do jornal “O Popular”, assegurando que não foram desenvolvidas com o envolvimento de qualquer candidato. “O direito à dúvida é universal, mas eu não tenho nenhum interesse com as minhas pesquisas, exceto de que elas sejam bem feitas”, afirmou.

Já o fundador do Grupom, Mario Filho, declarou que, se os peemedebistas têm visto um viés nas pesquisas, a Justiça Eleitoral deveria ser acionada. “Eles têm que impugnar essas pesquisas antes que sejam publicadas então. Depois que o público tem acesso, fica difícil questionar.”

Mario reforçou que o Grupom está vinculado à Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep) e, por isso, cumpre rigorosamente as formalidades exigidas pela entidade. De acordo com ele, institutos que apresentarem possíveis irregularidades podem ser alvo de auditorias.

Ele desafia aqueles que levantarem suspeitas a comprovarem o que dizem. “Não adianta criticar sem comprovar.”

O Jornal Opção Online tentou contato com os responsáveis pelos institutos Verus e Veritá, mas não obteve retorno até esta publicação.

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