Inquérito vai apurar irregularidades apontadas pelo TCM em contrato do Mutirama

Suspeita é de superestimativa de preço de empresa contratada para manutenção corretiva e preventiva dos brinquedos do parque

Brinquedo que desabou | Foto: Emeline Diniz

Instaurado pela promotora de Justiça Leila Maria de Oliveira, um inquérito vai apurar a situação do contrato firmado entre a Prefeitura de Goiânia e a empresa Autorama Soluções para Automóveis para manutenção corretiva e preventiva dos brinquedos do Parque Mutirama, com fornecimento de materiais, peças de reposição e serviços auxiliares.

Assinado em 2015 pela então Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, o contrato foi julgado irregular pelo Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO), pela falta de composição do custo do objeto licitado e de pesquisa de preço, superestimativa de preço no termo de referência e comprometimento da ampla concorrência.

A promotora requereu a cópia integral do processo do TCM, que avaliou o pregão presencial da prefeitura, que gerou o contrato com a empresa, para análise e adoção das medidas cabíveis.

Caso

No dia 26 de julho, um grave acidente no parque Mutirama deixou 13 pessoas feridas. A atração chamada “Twister” sofreu uma pane, jogando as pessoas ao chão. Vídeos postados nas redes sociais mostram o desespero de quem estava no local após o ocorrido.

Responsável pelo Mutirama, o diretor Frank Fraga classificou o ocorrido como uma “tragédia” e garantiu que a manutenção é feita periodicamente.

Desde então, o parque está interditado e é alvo de investigações quanto a manutenção dos brinquedos e quanto a desvios de verba das bilheterias.

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