Inflação de Goiânia bate recorde em 2015 

Puxado pelos grupos de habitação e alimentação, o índice atingiu 14,18% no último ano

A inflação de Goiânia em 2015 foi a mais alta registrada desde o ano de 2002 e atingiu 14,18%, puxada principalmente pelos itens do grupo de habitação e alimentação. Os dados foram apurados pelo Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (IMB), da Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan).

“No ano passado, a inflação chegou pra valer em todos os grupos de pesquisas, para todas as classes sociais, tirando o poder de compra, corroendo os salários e empobrecendo mais a população”, constatou o gerente de Pesquisas Sistemáticas e Especiais da Segplan, o economista Marcelo Eurico de Sousa.

Todos os grupos que compõem o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) tiveram alta em Goiânia, no último ano. O campeão foi o grupo de habitação, com elevação de 26,50% em relação a 2014, puxado pelos aumentos das tarifas de energia elétricas (56,37%), água e esgoto (39,56%) e gás de cozinha (35,35%).

O grupo alimentação que já havia subido 10,46% em 2014, deu outro salto de 14,55% no ano passado, influenciado pela alta de produtos como cebola (73,66%) açúcar (64,83%), tomate (56,55%), melancia (48,60%), batata inglesa (32,31%), ovos (31,23%), feijão carioca (30,77%), cenoura (29,23%), frango (26,14%), óleo de soja (25,59%), costela bovina (23,43%), arroz (13,78%), leite (9,41%) e outros.

A alta dos alimentos também pesou no custo da cesta básica para os goianienses, que ganharam um salário mínimo, no ano passado. Os 12 itens que compõem a cesta subiram 22,73%, mais do que o dobro do índice registrado no ano anterior: 9,92%.

No grupo transportes (13,69%), os destaques foram para as altas o etanol (20,83%), ônibus urbano (17,86%), e taxi (36,96%). Puxaram os custos do grupo educação os artigos de papelaria (20,85%) e a mensalidade escolar do ensino fundamental (18,65%). Na saúde e cuidados pessoais os itens que mais subiram foram creme dental (19,60%), sabonete (18,42%) e papel higiênico (17,99%).

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