Incêndio atinge laboratório de Engenharia de Alimentos da UFG e destrói equipamentos

Fogo foi controlado por professores que tiveram dificuldade em encontrar único extintor de incêndio que existia no prédio

Fogo destruiu equipamentos do laboratório do curso de Engenharia de Alimentos da UFG | Foto: Divulgação

Na manhã desta terça-feira (6/2), um incêndio atingiu o laboratório de análise de alimentos do curso de Engenharia de Alimentos, localizado na Escola de Agronomia (EA) da UFG. O fogo foi controlado por dois professores. Os docentes, que estavam no local na hora do incidente, tiveram que entrar na sala sem qualquer proteção.

“Como nós não temos equipamentos de segurança em todos os laboratórios, até a gente conseguir apagar o fogo, demorou uns 10 minutos”, conta a professora Tatiane Ferreira, do curso de Engenharia de Alimentos.

Segundo ela, o laboratório possuía reagentes químicos altamente inflamáveis, como etanol, e que mais alguns minutos poderiam ter levado a uma explosão.“É um retrato da nossa realidade porque não temos condições. Foi um milagre. Por pouco o fogo não saiu de controle, era pra explodir, pegar fogo em todo o departamento”, relata.

De acordo com a professora, havia apenas um extintor em todo o prédio e eles tiveram dificuldade para encontrá-lo. Ela afirma que além de faltar equipamentos, também falta sinalização. “Até a gente achar as máscaras, muitos já tinham inalado aquela fumaça e o gás tóxico. E acredito que não é uma situação só nossa, acho que muitos outros laboratórios estão nessa condição.”

Um dos professores que apagou o fogo, Gilberto Goulart, narrou o que aconteceu: “Dois alunos estavam no laboratório e eu estava conversando com a técnica quando um dos alunos veio correndo dizer que estava pegando fogo. Eu e o professor Gabriel saímos correndo para desligar o gás, porque não havia válvula nas proximidades”.

Eles tiveram que dar a volta no prédio, o que, segundo o professor, foi uma corrida contra o relógio: “Era muito perigoso. O fogo já estava alcançando a bancada e a geladeira e o laboratório é cheio de reagentes inflamáveis”.

Após desligar o gás, os professores ficaram sem saber como conter as chamas, que se espalhavam rapidamente. “Não tinha extintor, não tinha máscara, não tinha nada”, disse Goulart. “Ninguém sabia o que fazer, todos estavam com muito medo de explosão.”

Após encontrar o único extintor do prédio, ele e Gabriel entraram na sala. “Quando entramos, a situação estava muito pior”, disse Gilberto. “O laboratório estava cheio de uma fumaça preta tóxica, muito pesada. Boa parte da geladeira já havia sido consumida assim como equipamentos e até o ar condicionado e o fogo estava prestes a atingir os produtos químicos. Por uma questão de minutos, não ocorreu uma explosão. Era um cenário de filme terror.”

Jornal Opção entrou em contato com a Universidade Federal de Goiás, mas até a publicação desta matéria não obtivemos resposta.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.