Imbróglio entre prefeitura e Araújo Jorge deixa pacientes com câncer sem atendimento

Contrato do hospital com Imas foi cancelado e nenhum acordo foi firmado a respeito dos pacientes em tratamento

O Hospital Araújo Jorge, mantido pela Associação de Combate ao Câncer em Goiás (ACCG), afirmou nesta quinta-feira (1º/6) que não tem mais contrato com o Instituto Municipal de Assistência à Saúde e Social (Imas).

Em nota, a diretoria do hospital disse que “todos os pacientes que estavam em tratamento quimioterápico e radioterápico foram orientados a procurar o IMAS, para que fossem encaminhado a outros centros oncológicos conveniados ao Instituto”.

O Imas respondeu, através da prefeitura de Goiâni, que foi encaminhado ao Ministério Público de Goiás um pedido para garantir o atendimento de pacientes credenciados que estavam em tratamento.

Veja a nota da ACCG na ítegra:

A Diretoria da Associação de Combate ao Câncer em Goiás (ACCG), mantenedora do Hospital Araújo Jorge (HAJ), informa que não possui mais contrato fimado com o Instituto de Assistência à Saúde e Social e dos Servidores Municipais de Goiânia (IMAS). A Diretoria da ACCG esclarece que todos os pacientes que estavam em tratamento quimioterápico e radioterápico foram orientados a procurar o IMAS, para que fossem encaminhado a outros centros oncológicos conveniados ao Instituto.

Atenciosamente,

Diretoria ACCG

Veja a nota do Instituto na íntegra:

O presidente do Instituto de Assistência à Saúde e Social dos Servidores Municipais de Goiânia (Imas), Sebastião Peixoto, encaminhou ao Centro de Apoio Operacional da Saúde, do Ministério Público de Goiás, pedido de providências do órgão ministerial a fim de garantir o atendimento de pacientes credenciados do instituto que estavam em tratamento no Hospital Araújo Jorge. No último dia 30 de maio, a Associação de Combate ao Câncer de Goiás, entidade que administra o hospital referência em tratamento de câncer em Goiás, suspendeu o atendimento dos pacientes em tratamento naquele hospital sem comunicação prévia e oficial ao instituto.

Em nota distribuída aos usuários, a ACCG se limitou a informar que “os pacientes que estavam em tratamento quimioterápico e radioterápico foram orientados a procurar o Imas, para que fossem encaminhados a outros centros oncológicos conveniados ao instituto”. Peixoto esclarece que não há razões para a suspensão dos atendimentos, uma vez que a atual gestão municipal está totalmente adimplente com o hospital e que já havia iniciado as tratativas com a ACCG para regularizar o pagamento dos repasses em aberto referentes à gestão anterior.

De acordo com o presidente do instituto, restou ao Imas procurar o Ministério Público para que o direito inalienável à vida dos pacientes em tratamento naquele hospital seja respeitado. “O hospital não pode recusar o tratamento àqueles pacientes que já estavam em tratamento. Não é uma decisão discricionária dos dirigentes da unidade, mas uma questão de respeitar e assegurar à vida às pessoas que necessitam do tratamento. É antes de tudo, uma obrigação”, declarou Peixoto, ressaltando que em momento algum a administração municipal se furtou a buscar alternativas para resolver as pendências relativas à gestão passada.

Instituto Municipal de Assistência à Saúde e Social (IMAS)

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