Imas decide cortar 40% da verba para exames e depois alega “erro de servidor”

Documento publicado no Diário Oficial do Município também suspende cirurgias eletivas por 90 dias e condiciona casos de emergência a autorização do presidente

Presidente do Imas, Sebastião Peixoto diz que portaria foi “erro de servidor”| Foto: Edilson Pelikano/Prefeitura de Goiânia

O presidente do Instituto de Assistência à Saúde e Social dos Servidores Municipais de Goiânia (Imas), Sebastião Peixoto, editou uma portaria que corta 40% das cotas liberadas para clínicas, laboratórios e hospitais em relação às faturas do mês anterior (março de 2018). A medida polêmica foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM) na edição da última segunda-feira (4/6). 

Além disso, o documento também estabelece que atendimentos de casos emergenciais poderão ser autorizados apenas pelo presidente e suspende todas as cirurgias eletivas pelo prazo de 90 dias. 

De acordo com o presidente do Imas, porém, a portaria foi fruto de um “erro” de um servidor e será revogada. “Aquilo não deveria ter sido publicado, eu não autorizei. Foi um erro de um servidor, que inclusive já pediu desculpas. Já foi elaborado uma nova portaria revogando esta completamente”, garantiu.

Segundo Peixoto, o Imas não tem intenção de tomar qualquer medida no sentido do que foi publicado e o novo documento suspendendo a portaria sairá na edição desta terça-feira (5/6) do DOM.

Mesmo diante à possível desistência do instituto, a portaria polêmica acabou sendo alvo de polêmica nesta terça na Câmara Municipal. O vereador Lucas Kitão (PSL) chegou a apresentar requerimento para que a o órgão refluísse da decisão.

“São procedimentos importantes para a saúde dos servidores que estão sendo suspensos sem qualquer justificativa técnica. Esperamos que o presidente volte atrás e evite problemas maiores que prejudique as pessoas que dependem do Imas”, disse o parlamentar.

Portaria publicada no Diário Oficial do Município | Imagem: Reprodução

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