Ilézio diz que Iris sabia que servidores prestavam serviços a construtoras

Durante depoimento, dono da Consciente revelou que ex-prefeito de Goiânia o teria procurado à época para tratar sobre o caso

Ilézio Inácio e Iris Rezende | Fotos: Henrique Alves / arquivo / Jornal Opção

Ilézio Inácio e Iris Rezende | Fotos: Henrique Alves / arquivo / Jornal Opção

Atualizada às 18h48 para correção de informação

Dono da Consciente Construtora, Ilézio Inácio Ferreira afirmou, durante depoimento à CEI das Pastinhas, que o ex-prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), sabia que servidores da extinta Secretaria Municipal de de Panejamento (Seplam) prestavam serviços a construtoras enquanto exerciam cargos de analistas e outras funções na pasta.

“Iris me procurou dizendo que tinham denúncias desses servidores. Ele queria botar fora quem estava fazendo isso, mas ninguém conseguiu provar nada”, explicou, em oitiva nesta quinta-feira (5/11), após postergar sua ida à comissão investigadora.

“Não é normal nem ético. A prefeitura deveria estabelecer diretrizes se pode ou não, pois os profissionais têm regimento. Os servidores não vivem apenas do salário que ganham na prefeitura”, completou.

O empresário também falou sobre dois empreendimentos no Parque Flamboyant, citados nas investigações. Ao se defender dos apontamentos da CEI, de que teria protocolado processos sem a devida documentação na Seplam, Ilézio assegurou que, como “humano”, nunca conseguiu fazê-lo. “Até hoje não consegui. Se aconteceu, foi de maneira equivocada. Se algum servidor desobedeceu estava errado”, rebateu.

Acompanhado de advogado e de um empresário do ramo, ele culpou a própria prefeitura à época pelas falhas dos processos e sugeriu que havia desorganização na antiga Secretaria Municipal de Planejamento (Seplam). “Faltam procedimentos. Pedem os mesmos documentos várias vezes, pois arquivam em diferentes departamentos. Depois pedem de novo, porque não estão mais lá. E o que fica na prefeitura é a versão final”, justificou.

O Jornal Opção tentou contato com Iris Rezende, mas as ligações não foram atendidas.

 

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