“Eu tô preocupado com a minha vida”: idoso denuncia MPGO após órgão se manifestar pela soltura de homem acusado de invadir sua casa
09 outubro 2026 às 11h18

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Hélio José de Carvalho, de 74 anos, teve uma surpresa ao retornar de viagem há uma semana. Ao chegar à própria residência, em Formosa, encontrou o imóvel ocupado por outro homem, que, segundo o relato, teria invadido o local e se mudado para lá com a família.
O idoso chegou a oferecer o pagamento de uma kitnet para que o homem deixasse a casa, mas a proposta foi rejeitada. Após acionar a polícia, o suspeito foi retirado do imóvel. No entanto, à noite, ele teria atacado Hélio com uma pedrada quando o idoso saiu para abastecer o carro.
“Ele correu atrás de mim com a pedra. A minha sorte foi que eu desviei o carro; se não, tinha me matado”, relatou. Após a agressão, Hélio precisou dormir no carro, em um posto de combustível, por temer pela própria vida.
Hélio contou ao Jornal Opção que o suspeito é conhecido na região. “Ele é criminoso, matou por lá em Santa Maria da Vitória, ele rouba tudo que encontra, o cara é um perigo, não quer obedecer nem à Justiça, o cara é criminoso, eu tô preocupado, eu tô pedindo segurança”, afirmou.
Segundo o delegado José Sena, o Ministério Público pediu a soltura do suspeito após a prisão em flagrante. De acordo com o policial, o entendimento foi de que a pedrada no carro não configuraria crime de agressão, mas dano patrimonial. O delegado também afirmou que o suspeito teria “tomado uns cascudos” da polícia.
A reportagem solicitou um posicionamento do Ministério Público sobre o caso. Veja abaixo o termo de audiência, que apresenta o fundamento legal para o relaxamento da prisão.
O delegado afirmou ainda que, a pedido dele, “o senhor Hélio está entrando com uma representação junto ao Conselho Nacional do Ministério Público, para que o MP tenha responsabilidade e respeito com a polícia e com a vítima”. Segundo o policial, o Ministério Público não teria levado em consideração as versões apresentadas pela polícia e pelo idoso, apesar de o suspeito ter, conforme relatado, diversas passagens policiais.
A polícia realizou novamente a desocupação da casa, e Hélio deve retornar ao imóvel nesta sexta-feira, 9. Apesar disso, ele afirma que continua com medo e teme que o caso fique impune. O idoso também está acionando os filhos para receber apoio. “Eu tenho uma família boa na Bahia, eles vão me ajudar com tudo que necessitar”, disse.
Hélio demonstrou indignação com a situação. “É impressionante uma coisa dessa. Na história da minha vida, eu nunca ouvi falar. O cara podia me matar, não dava nada também… Porque o cara… a promotora achou que ele não me invadiu, me jogou uma pedra. Se pega na minha cabeça, eu era morto”, afirmou.
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