Acolhimento, exames e profilaxias necessários são realizados no Ambulatório de Atendimento a Vítimas de Violência Sexual

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O Ambulatório de Atendimento a Vítimas de Violência Sexual (AAVVS) do Hospital Estadual Materno-Infantil Dr. Jurandir do Nascimento (HMI), continua a realizar atendimento a vítimas de violência sexual, mesmo durante período da pandemia de Covid-19.

As consultas transcorrem em ambiente adequado e humanizado, incluem exames físicos, anticoncepção de emergência, profilaxia de doenças sexualmente transmitidas, como hepatite B e HIV-aids, atendimento psicológico e orientações legais.

O atendimento é realizado por uma equipe composta por médicos ginecologistas e obstetras, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais.

Procedimentos

O hospital dispõe de um conjunto de procedimentos previstos nas normas técnicas do Ministério da Saúde, como acolhimento, atendimento multiprofissional, realização de exames e profilaxias necessárias, orientações, entre outras.

Os profissionais da unidade são capacitados para atender vítimas de agressão sexual por meio de força física (estupro), abuso sexual e casos relacionados a abuso sexual envolvendo crianças, dentro ou fora de casa.            

O ambulatório presta atendimento às mulheres, homens, adolescentes e crianças vítimas de violência sexual que chegam ao hospital espontaneamente ou encaminhados por delegacias, unidades básicas de saúde, conselhos tutelares ou pelo Ministério Público.

Atendimento obrigatório

A médica Daniella Rassi esclarece que o atendimento imediato é obrigatório em todos os hospitais integrantes do Sistema Único de Saúde (SUS), sem a necessidade de boletim de ocorrência nem de encaminhamento para ter o primeiro atendimento no ambulatório. A médica reforça a importância de procurar o hospital para que seja tratada a saúde da vítima. A parte criminal é realizada na delegacia de polícia.

“Em caso de violência sexual, procure sempre um serviço de saúde o mais rápido possível, para minimizar riscos de infecções sexualmente transmissíveis, gestação e apoio psicológico. Para denunciar o crime, no caso de adultos, é necessário fazer queixa na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) do local de ocorrência e, no caso de crianças e adolescentes, na Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente (DPCA)”, explica Daniella.

Em 2019, o HMI atendeu 378 pacientes atendidos, entre elas 53 gestantes. Dessas 42 solicitaram aborto legal e 24 foram atendidas na realização da interrupção da gravidez. Já em 2020, de 1º janeiro a 9 de junho, 181 pacientes receberam atendimento, dos quais 28 eram gestantes. Desse montante, houve 22 solicitações para interromper a gravidez, com a realização de 15 desses procedimentos.