Projeto apresentado no Legislativo municipal autorizava a Prefeitura criar um conselho responsável por ações públicas contra intolerância de orientação sexual

18ª Parada do Orgulho LGBT- Rio, em Copacabana / Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

A vereadora de Goiânia Tatiana Lemos (PCdoB) busca apoio de colegas para reapresentar um projeto rejeitado pela Casa que autorizava o Paço a criar um conselho de discussão e instrução de políticas públicas contra violência de orientação sexual. Goiás amarga a segunda posição nacional de estatísticas de crimes contra LGBTs e a capital, Goiânia, registra 10% de sua população assumidamente homossexual, ou seja, algo próximo de 130 mil pessoas, segundo a associação que cuida desses dados em Goiânia.

“Foi muito triste o que aconteceu. Meu projeto foi rejeitado por apenas autorizar a criação do conselho LGBT”, lamenta Tatiana Lemos. Um projeto substitutivo será protocolado em breve na Câmara.

O representante da associação goianiense que organiza a Parada Gay da capital, Liorcino Mendes, esteve com os vereadores na data em que o projeto foi arquivado. “É uma pena. Mas vamos encontrar apoio para que esse conselho seja criado. Temos 10% da população goianiense homossexual. É uma fatia considerável da sociedade que precisa de ajuda contra esse surto de violência”, ressalta Mendes.

Segundo Mendes, a homofobia e a transfobia são considerados crimes imprescritíveis e inafiancáveis pelo Supremo Tribunal Federal, como o crime de racismo.

“Precisamos desenvolver ações plenas para que as pessoas não precisem sair de casa ou abandonar a escola por ser gay. Os vereadores precisam entender que escola não cria gays, eles nascem e se compreendem como LGBTs”, pondera Mendes.

No país todo, o Disque 100 contabilizou 713 denúncias que somam 1.187 diferentes tipos de violências, sendo as mais frequentes: violência física, violência psicológica e discriminação.