Granjas de Mineiros, em Goiás, não sabem o que fazer com 150 mil perus

Segundo reportagem do “Estadão”, produtores de aves do município goiano estão desesperados, sem saber destino dos animais, que já pesam mais do que deviam

Matéria do jornal “Estado de S. Paulo” desta quinta-feira (23/3) relata clima de desespero entre os produtores de peru e frango que abastecem o frigorífico da BRF Perdigão no município goiano de Mineiros, a 450 quilômetros da capital. A unidade é uma das três que tiveram as linhas de produção paralisadas por determinação do Ministério da Agricultura devido ao suposto envolvimento no esquema investigado pela Operação Carne Fraca, da Polícia Federal.

Conforme a publicação, produtores de aves do município não sabem qual será o destino de milhares de animais que já estão em fase de abate pelo frigorífico, que, antes de ter as portas fechadas, vinha recebendo até 25 mil perus por dia.

Mais de duzentas granjas ativas no na cidade goiana tiveram que travar as atividades, fazendo com que, nos últimos seis dias, cerca de 150 mil perus permanecessem no campo, ao invés de seguir o caminho natural rumo aos abatedouros da BRF.

De acordo com a Associação dos Avicultores Integrados da Perdigão em Mineiros (Avip), a situação é alarmante e não há uma solução óbvia para o problema, que cria um efeito cascata em toda a cadeia de produção de carnes no município.

O limite do peso para abate de cada ave, conforme os produtores, é de até 25 kg. Ao permanecerem nas granjas, entretanto, os animais podem ultrapassar esse limite e ficar impedidos de entrar na linha de produção da fábrica.

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