Governo Trump decide retirar EUA da Unesco

Decisão é retaliação à entidade após impasse com Israel sobre cidade palestina ocupada

O governo do presidente Donald Trump anunciou, oficialmente nesta quinta-feira (12/10), em Washington, a decisão de se retirar da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

A partir de agora, os Estados Unidos ficarão apenas como “observadores”. A entidade já foi notificada oficialmente e o motivo seria o “preconceito racial” contra o Estado de Israel — aliado número um dos norte-americanos no Oriente Médio.

O impasse começou quando a Unesco declarou a antiga cidade de Hebron, na Cisjordânia, uma “zona protegida” do patrimônio mundial de domínio palestino. Além disso, identificou a antiga cidade “de valor universal excepcional”, porém como um “patrimônio em perigo”. A decisão revoltou israelenses, que ocupam a área desde 1967.

Pelo Twitter, a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, disse lamentar profundamente a saída dos Estados Unidos do organismo. Segundo ela, a retirada é uma perda para a “família das Nações Unidas” e para o multilateralismo.

“No momento em que a luta contra o extremismo violento exige um renovado investimento na educação, no diálogo entre as culturas para evitar o ódio, é profundamente lamentável que os Estados Unidos se retirem da agência das Nações Unidas que lidera essas questões”, escreveu.

Essa não é a primeira vez que os EUA deixam a Unesco: o mesmo aconteceu entre 1984 e 2003; já em 2011, o governo do presidente Barack Obama suspendeu a contribuição financeira à entidade.

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