Governo de Goiás fecha o ano com superávit de R$ 200 milhões

Resultado primário da gestão estadual foi anunciado pelo governador durante evento no Palácio Pedro Ludovico

Marconi e o ministro Alexandre Baldy | Foto: divulgação

A administração do Estado fechará 2017 com superávit primário de R$ 200 milhões. É o que anunciou, nesta sexta-feira (29/12), o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), durante evento de assinatura de convênios com as prefeituras de Anápolis e Aparecida de Goiânia.

Segundo o tucano, a expectativa inicial era de um déficit nas contas públicas de R$ 508 milhões. “Cumprimos todas as metas do programa de ajuste fiscal”, comemorou, enfatizando que isso não é de graça e foi fruto do esforço do governo para garantir o equilíbrio financeiro.

Ao lado dos prefeitos Gustavo Mendanha (PMDB) e Roberto Naves (PTB), o tucano assinou R$ 380 milhões para construção de um linhão que permitirá a ligação do Sistema Produtor de água Mauro Borges a Aparecida de Goiânia e interligações com bairros de Goiânia, além da reestruturação do sistema de abastecimento de água de Anápolis e ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto da cidade (ETA Anápolis).

Marconi afirma que empenhou-se pessoalmente para destravar todos os trâmites burocráticos, o que permitiu que o contrato com o Ministério das Cidades e a Caixa Econômica Federal fosse assinado em prazo recorde: 15 dias.

As mais recentes tratativas com o ministro Alexandre Baldy, que é goiano, começaram dia 14 de dezembro e nesta sexta-feira, último dia útil do ano, foi finalmente assinado, em solenidades em Brasília, pela manhã, e no 10º andar do Palácio Pedro Ludovico Teixeira, às tarde.

Ao comemorar os novos investimentos, Marconi afirmou que é importante ter uma administração baseada na convergência: “Nessa mesa aqui nós temos posições políticas distintas, mas nos entendemos 100% no que diz respeito ao interesse público”.

Disse que deixa o governo em abril e está com entusiasmo de iniciante, “exatamente porque as coisas acontecem dessa forma”. Lembrou que hoje foi celebrado com a Caixa Econômica Federal não apenas um contrato de R$ 380 milhões dos linhões entre Goiânia e Aparecida, mas de R$ 840 milhões liberados pela CAIXA nos últimos três dias – R$ 200 milhões para infraestrutura (2ª tranche do empréstimo), R$ 265 milhões da prorrogação do contrato de gestão da folha do Estado e R$ 380 milhões para obras de saneamento). “Nós temos de continuar trabalhando dessa forma”, declarou.

Marconi fez um agradecimento especial ao presidente Michel Temer, pela forma com que tem encaminhado demandas de Goiás que estavam “reprimidas há anos”. “Eu trabalhei com quatro presidentes da República e oito ministros da Fazenda e, nesse ano e pouco, com presidente Temer e o ministro Meirelles, a coisas avançaram extraordinariamente”, observou.

Na avaliação do governador, as obras serão fundamentais para garantir água para Goiânia e Aparecida até pelo menos o ano de 2040. “Eu tenho orgulho de ter começado esse projeto em 1999”, disse ainda, referindo-se ao esforço que teve pela viabilização de um empréstimo de 65 milhões de dólares junto ao Banco Mundial, que possibilitou a construção do reservatório do João Leite.

Obras

Dos R$ 380 milhões de investimentos anunciados hoje, R$ 264,6 milhões serão aplicados na ampliação do Sistema de Água de Aparecida de Goiânia, por meio da integração com Goiânia, a partir do Sistema Produtor João Leite, com o Sistema Meia Ponte – o Projeto Linhão. Com esse empreendimento, a previsão é que Aparecida de Goiânia seja totalmente abastecida pelo novo Sistema Mauro Borges (João Leite) substituindo gradativamente o sistema Lajes e demais existentes, além de abastecer as regiões atualmente não atendidas, viabilizando a universalização dos serviços.

Para Anápolis, estão reservados R$ 114 milhões, que serão empregados na ampliação, melhoria e reestruturação do Sistema de Abastecimento de Água do município, compreendendo a extensão das captações Piancó I e II, implantação de novo módulo de tratamento para a ETA Anápolis (incremento de 400 litros por segundo), centros de reservação, elevatórias de água tratada e remodulação e ampliação de redes de distribuição.

As obras serão executadas em 24 meses e, após os procedimentos de licitação e contratação, a previsão é de que comecem até 1.º de agosto de 2018. Os recursos são oriundos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e serão destinados por meio do programa Saneamento Para Todos, do Ministério das Cidades.

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