Governo confirma possibilidade de terceirizar serviços no sistema prisional

Em entrevista a telejornais, diretor-geral de Administração Penitenciária (DGAP) falou em uma gestão diferenciada 

Coronel Edson | Foto: Wildes Barbosa

O diretor-geral de Administração Penitenciária (DGAP), coronel Edson Costa, confirmou que o governo de Goiás pode terceirizar alguns serviços do sistema prisional. “Há diversas possibilidades de aplicação de gestão diferenciada”, disse nesta quarta-feira (10/1), durante participações em telejornais.

Segundo analisa, por essas alternativas, os agentes prisionais iriam trabalhar propriamente dentro do complexo, transferindo-se para outros setores atividades-meio como administração, saúde e assuntos relativos à secretaria.

“Trabalhamos desde o primeiro momento da rebelião, em 1º de janeiro. O que podemos garantir é que temos o controle do sistema”, destaca. Segundo ele, a criação da diretoria-geral de Administração Penitenciária “tem independência e autonomia para tratar de forma especial o sistema”.

Outro ponto destacado foi a realização de mutirão carcerário para analisar processos de presos do regime semiaberto chamados de “bloqueados”, parcela dos internos do semiaberto da Colônia Agroindustrial de Aparecida de Goiânia.

Sobre a transferência de presos mais perigosos para presídios federais, o diretor-geral disse que “estamos trabalhando na identificação dos que se enquadram nessa situação e, ao mesmo tempo, buscamos junto ao Departamento Penitenciário Nacional (Depen) informações sobre disponibilidade de vagas no sistema federal para recambiamento”.

Segundo ele, haverá uma nova inspeção ao Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia e a todos os presídios goianos, com a participação de juízes da Execução e promotores. “São determinações da presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, ministra Carmén Lúcia, que iremos seguir à risca”. Um novo encontro será realizado em 9 de fevereiro para alinhar os resultados destas demandas.

 

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