Governador se encontra com empresários da Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura

Marconi aproveitou para comentar reunião com presidente interino, Michel Temer e comemorou receptividade do peemedebista

| Foto: Marco Monteiro

Foto: Marco Monteiro

O governador Marconi Perillo (PSDB) se reuniu, na manhã desta quarta-feira (25/5), com empresários do ramo agropecuário da Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA) para ouvir suas demandas e levar a mensagem do Estado sobre importância da exposição agropecuária.

O tradicional encontro foi mais rápido que o dos anos anteriores e Marconi explicou o porquê: “Ao longo dos anos, fomos resolvendo as pendências – e eram muitas – no setor do agronegócio. Com isto, foi ficando cada vez mais leve a nossa agenda. Hoje, a gente discute assuntos mais macros do que específicos”.

Mesmo assim, o encontro foi muito produtivo, na avaliação que fez. Nela, foram repassadas informações sobre diversos temas, como medidas contra doenças e melhoria genética dos rebanhos, para garantir qualidade nos produtos consumidos ou exportados.

Marconi recebeu os agradecimentos dos produtores, pelo apoio constante do Governo de Goiás, e respondeu a questionamentos e solicitações para medidas de incentivo, por exemplo, à produção de vinho, que vem crescendo em Goiás. Imediatamente, repassou a solicitação ao presidente da GoiásFomento, Luiz Maronezzi, também presente no auditório. “Daremos apoio total, pois é muito chique e gostoso produzir vinhos”, garantiu, com bom humor.

Outra medida discutida no encontro foi a elaboração, junto com a SGPA, de propostas para divulgação do rebanho goiano, além da importância da exposição agropecuária, para o Brasil e o mundo. Nesse aspecto, Marconi disse aos anfitriões e empresários do setor que fez questão de chamar toda a equipe disponível para o encontro. “Não só pelo convite, mas pela importância desta exposição, que é uma das mais importantes do País”, disse.

O governador também questão de parabenizar Hugo Goldfeld, por, desde o início da gestão dele à frente da SGPA, fazer da festa uma vitrine da produção, da cultura, do esporte (rodeios) e do lazer. Entre os auxiliares do governador que participaram do evento estavam ainda Raquel Teixeira (Educação), Antônio Faleiros (Secretaria Extraordinária), Luiz Stival (Agehab), Maria Zaíra Turchi (Fapeg), Antônio Flávio Camilo (Agricultura); e coronel Divino Alves (comandante da PM).

Governo Temer

Marconi também afirmou que está otimista em relação ao governo do presidente em exercício, Michel Temer, com quem se encontrou nesta terça-feira (24), em Brasília. “Agora, nossa responsabilidade é muito maior”, disse. “Ficamos 14 anos fora do governo; agora, fazemos parte dele”.

“Embora tenha mantido bom relacionamento com todos os governos, a diferença em relação à nova situação no Brasil já pôde ser observada no início desta semana”, contou Marconi. “Liguei na segunda-feira, e na terça-feira já me encontrei o presidente e diversos ministros; só não tive mais reuniões porque não deu tempo”.

“Há muita abertura e boa vontade em relação a Goiás”, continuou. “Ontem mesmo, dei várias ideias. Quero ir lá não para pedir, mas para ajudar, com minha experiência e boa vontade”. Marconi trouxe também boas expectativas sobre o futuro do País. “Confesso que estou bem mais animado”, disse.

Outro motivo de animação para ele é a presença de Henrique Meirelles à frente do Ministério da Fazenda, com outros dois ex-integrantes da Sefaz e do Tesouro Goiano. “O dr. Henrique Meirelles vai dar mais uma grande contribuição ao País”, observou o governador.

Medidas duras

Para Marconi, de maneira geral, o ministério de Temer é formado por “homens preparados”, mas defende medidas duras, como as que implantou em Goiás. “Em 2014, tivemos coragem para implantar uma mudança muito forte, no maior ajuste fiscal do País. Hoje, estamos de cabeça erguida, pois têm dado resultado”, disse. “Muitos outros virão”, acrescentou. “Há hora de plantar e hora de colher, e vamos fazer uma boa colheita, pois plantamos em terra fértil”, previu

O Brasil, no entanto, não vive mesma situação, lamentou Marconi, em alusão ao déficit previsto pelo governo federal, de R$ 170,5 bilhões no orçamento deste ano. O que justifica a tomada de decisões ainda mais rígidas. De acordo com ele, para isso é necessário manter a união formada na instalação do novo governo. Para tanto, pediu paciência e, sobretudo, abnegação. “Se não abdicarem de interesses pessoais, o País vai quebrar”, alertou.

Nessa jornada, acredita o governador, falta o Brasil encerrar um ciclo marcado por três crises, definidas por ele como “marcantes”: moral, política e econômica. A mais importante, que é a política – porque dela depende a crise econômica –, está sendo solucionada, analisa Marconi.

O segundo passo é formar uma boa equipe, com coragem de enfrentar os problemas, com reformas estruturantes, que também está sendo feito, na opinião dele. O governador apontou a principal mudança a ser feita nesse aspecto: “Se não reformarmos a Previdência Social, daqui a algum tempo nem vamos mais discutir o índice de reajustes, mas quando será possível pagar os benefícios”.

 

Deixe um comentário