Governador de Goiás convoca imprensa para falar sobre delações da Odebrecht

Marconi Perillo marcou coletiva para as 11 horas no Palácio das Esmeraldas

Governador durante evento da Goiás Turismo, quando falou pela primeira vez sobre as delações da Odebrecht | Foto: Eduardo Ferreira

O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), convocou a imprensa para uma coletiva no Palácio das Esmeraldas, residência oficial do governo estadual, onde irá falar sobre as delações de executivos e ex-executivos da empreiteira Odebrecht.

Como anunciado anteriormente, o tucano apresentará, às 11 horas desta terça-feira (16/5), sua versão e documentos que contradizem as citações de que ele teria recebido recursos em caixa dois repassados às campanhas de 2010 e 2014.

Em abril, dias após a divulgação da chamada “lista de Janot”, o governador garantiu que não tinha preocupação com qualquer investigação e não se omitiria. “Falarei melhor sobre o assunto quando tiver todas as informações do teor dos depoimentos. Quem me conhece sabe que não temo desafio. Enfrentei durante mais de um ano e meio uma fortíssima perseguição de políticos adversários, fui ao Congresso Nacional e falei durante 9 horas seguidas”, lembrou na ocasião, em referência à CPMI do Cachoeira, de 2012.

 

Inconsistências

Na edição do dia 7 de maio, a “Folha de S. Paulo” publicou uma matéria que revelou erros factuais, contradições e inconsistências nos depoimentos de delatores da Odebrecht aceitos como “provas” pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Conforme o texto, peças que foram acolhidas pelo ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato, apresentam guerras de versões. As petições contra os governadores tucanos Marconi Perillo (Goiás) e Geraldo Alckmin (São Paulo) são exemplos disso.

“A petição contra o goiano é embasada em quatro delatores que apresentaram três versões distintas. Um deles falou em caixa dois sem apresentar documento para corroborar a acusação”, diz a reportagem.

Na primeira, de Fernando Ayres e Alexandre Barradas, o goiano teria recebido, em 2010, R$2 milhões em caixa dois com o codinome “Calado” e, em 2014, R$8 milhões com o codinome Master.

Na segunda, de João Pacífico, Marconi teria recebido, em 2010, R$200 mil em caixa dois e, em 2014, R$2,55 milhões. Já na terceira, de Ricardo Ferraz, teria recebido, sob os codinomes Patati e Padeiro, R$ 500 mil em caixa dois em 2010 e R$ 2,75 milhões em 2014, mas não apresentou provas.

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Helsoní Rocha

É temerário levantar qquer juízo de valor, até pq ñ existe uma investigação, existe sim uma perseguição. Qquer cidadão tem q ter o direito de defesa respeitado. Confio no governador Marconi Perillo e tenho certeza absoluta da q ele ñ tem nada a temer.

jose alexandre de almeida fonseca

nos goianos confiamos e contamos com o governador Marconi