Goiás irá aplicar 68 mil novas doses de vacina contra a Covid-19

Dessas 68 mil, serão 53,5 mil doses da vacina da AstraZeneca e 14,5 da CoronaVac. Expectativa é vacinar idosos até 79 anos

Governador não descarta “toque de recolher” para conter avanço da Covid-19 em Goiás| Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Na noite desta quarta-feira, 24, chegaram 28,8 mil doses da CoronaVac para serem distribuídas para vacinação em Goiás. As doses se juntam às 53,5 mil doses da AstraZeneca que foram recebidas na manhã de hoje. Todas as vacinas da AstraZeneca serão utilizadas para a primeira dose da vacinação, enquanto 14,5 mil doses da CoronaVac serão aplicadas neste primeiro momento. Com 68 mil doses, a expectativa do governo é vacinar idosos até 79 anos. 

Atualmente, Goiás está passando pela 2ª onda de Covid-19. Os números de novos casos diários, internações e óbitos estão em alta e são maiores do que os números registrados durante a 1ª onda. Para conter o avanço da Covid-19 em Goiás, o governador Ronaldo Caiado não descarta adotar “toque de recolher”, assim como está sendo aplicado em São Paulo. Entretanto, o governador destacou a abertura de novos leitos de UTI em Goiás. Além disso, no início de março, deverá haver a inauguração do Hospital Regional do Centro-Norte, em Uruaçu, com 300 leitos, sendo 60 deles destinados a unidades de terapia intensiva (UTI). “ Nós ainda temos essa alternativa que outros estados não tem”, pontuou o governador. 

A novidade em relação às vacinas, é o imunizante da Johnson & Johnson. A vacina criada nos Estados Unidos apresentou a eficácia necessária para ser aprovada. Além disso, as doses da Johnson & Johnson são vantajosas em relação a outros imunizantes, pois é necessária apenas uma dose para imunização e não precisa ser armazenada em temperaturas tão baixas. Em conversa com o ministro da Saúde, General Eduardo Pazuello, Caiado disse que há intenção, por parte do Brasil, de adquirir a vacina. Porém, é necessário que haja o pedido para uso no país. “Nós não sabemos quais serão as exigências para vender a vacina ao Brasil. Eles não deram a entrada com a documentação na Anvisa. Não houve o pedido nem para o uso emergencial”. 

Aquisição de vacinas após decisão do STF

Na última terça-feira, 23, o Supremo Tribunal Federal (STF), formou maioria para autorizar a aquisição de vacinas por parte dos Estados. Entretanto, Caiado destacou que a prioridade é seguir o Plano Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde, mas que os Estados irão atrás de adquirir vacinas “Com a decisão do Supremo, todos nós governadores aderimos a uma posição de buscar o maior número de laboratórios que estão fabricando vacinas reconhecidas pelas agências internacionais ou a Anvisa”. Entretanto, as doses adquiridas não serão destinadas apenas ao Estado que as comprou, mas sim para todo o país, no que o governador chamou de  “solidariedade federativa”. Segundo o governador, neste momento não há espaço para esperteza. “Se nós criarmos a tese de que um governador ou um prefeito tenha uma prerrogativa maior de adquirir a vacina em detrimento de outros, você vai criar uma ruptura na estrutura federativa brasileira. O Plano Nacional de Imunização é único, ele não dá espaço para esperteza”, explicou.

A Assembleia Legislativa (Alego) autorizou o uso de crédito extra de R$ 60 milhões para que vacinas sejam adquiridas. Na próxima terça-feira, 2, o governador irá visitar um laboratório juntamente com o embaixador da Rússia para tratar da aquisição de vacinas da Sputnik V. “Nós vamos sentar e discutir a capacidade de entrega do governo russo e a capacidade de produção da União Química”, explicou.

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