Goiás avança na vacinação contra Covid-19 para crianças e adolescentes com liberação da Pfizer e autorização da CoronaVac

“Trabalhamos para que campanha seja amplamente massificada”, pontua secretário de Estado da Saúde, Ismael Alexandrino

A partir de amanhã, segunda-feira, 24, Goiás entrará em uma nova etapa da vacinação contra o Covid-19 em crianças. O Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), do Ministério da Saúde (MS), que avaliou a situação das 44.300 vacinas da Pfizer, para meninos e meninas de 5 a 11 anos e que apresentaram alteração de temperatura durante o transporte pelo órgão federal, liberou, na sexta-feira, 21, o uso das doses, seguindo fundamentação técnica.

Além disso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso dos imunobiológicos CoronaVac, do Instituto Butantan, para a população com idade entre seis e 17 anos. A Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) orienta, conforme publicação de Nota Técnica do MS, que os municípios já utilizem as doses nessa faixa etária no início da próxima semana. “O público já foi definido e aquelas crianças que, porventura, vivam com alguma imunossupressão já conhecida, a decisão é de não aplicá-la, priorizando a do laboratório Pfizer”, explica o secretário de Estado da Saúde de Goiás, Ismael Alexandrino.

Ele afirma, ainda, que há registros que mostram eficácia da CoronaVac em crianças. Essas doses, somadas à remessa da Pfizer, vão permitir que Goiás prossiga com a proteção de pessoas com idade entre seis e 17 anos contra a Covid-19. “Considero ambas como boas notícias, pois temos um estoque considerável e trabalhamos para que a campanha seja amplamente massificada. Além da importância da vacina, reforço a busca de informações em fontes confiáveis, sem espalhar fake news”, detalha o secretário.

Sobre o documento que autoriza o uso dessas doses da Pfizer, a SES-GO notificou o INCQS, do Ministério da Saúde, sobre o problema e aguardava resultado da análise para uso ou não das vacinas. Segundo o laudo, a causa da variação observada pelos técnicos de Goiás ocorreu devido a uma falha pontual do aparelho que monitora os imunobiológicos (data logger) e acompanha as caixas térmicas utilizadas para transporte. A análise atesta que não houve queda na temperatura, mas uma pane no medidor, constando segurança do uso. 

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