Goiânia sedia Marcha pelo Clima no fim do mês

Evento organizado pela internet visa alertar comunidade local sobre principais temas a serem abordados na Conferência pelo Clima (COP21), em dezembro, na França

Marcha em Goiânia pretende despertar atença para a COP-21 | Reprodução

Marcha em Goiânia pretende despertar atenção para a COP21 | Reprodução/COP21

Às vésperas da Conferência das Partes da Convenção-Quadro sobre Mudança do Clima (COP21), a ser realizada no fim do mês, em Paris, Goiânia vai receber a Marcha Pelo Clima de Goiânia, em 29 de novembro. Nesse dia, será feita uma mobilização mundial em diferentes países.

Uma das organizadoras da marcha na capital, Ângela Braun afirma que o objetivo é sensibilizar a comunidade local para os debates da COP21. “Todas as nações estarão representadas, e esperamos que o Brasil leve metas ambiciosas, principalmente no que tange à energia limpa.”
A caminhada sai do Parque Areião, às 15 horas, e segue até o Vaca Brava, onde será encerrada com pique-nique.

Braun é colaboradora da Avaaz.Org, comunidade de mobilização online que leva a voz da sociedade civil para a política global. No site é possível criar petições sobre diversos temas. O Juntos pela COP-21 em Goiânia conta com mais de 400 participantes. Já a Marcha Mundial do Clima tem mais de 290 mil.

O movimento busca entender os principais temas a serem abordados e qual a posição do Brasil no evento internacional, além de definir ações e reivindicações locais que contribuam para atingir os objetivos globais.

O encontro em Paris reúne governantes de todo o mundo para dar o primeiro passo na direção de um acordo global contra as mudanças climáticas.

Metas

Durante audiência na Comissão Mista Sobre Mudanças Climáticas (CMMC) no fim de outubro, no Senado, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga (PMDB), afirmou que o Brasil tem todas as condições de cumprir as metas que serão apresentadas pelo País na cúpula do clima.

Para isso, segundo ele, será preciso apostar no desenvolvimento de fontes alternativas, como solar e eólica. Uma das metas — que já foi apresentada na cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre desenvolvimento sustentável, em setembro — prevê a participação de 23% de energia renovável (excluída a hídrica) no fornecimento de eletricidade.

Ainda de acordo com Braga, em 2005, apenas 9% da matriz brasileira era de energia renovável. Agora o índice já chega a 14%. O Brasil é quarto maior produtor de energia eólica do mundo e dever chegar a 2050 como primeiro ou segundo maior produtor, conforme suas previsões.

Encíclica Verde

Em julho, prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), e a delegação de gestores públicos municipais do Brasil e do exterior assinaram a Encíclica Verde com o Papa Francisco, na cidade do Vaticano. O documento criado pelo pontífice defende ações imediatas em atenção ao meio ambiente, abordando questões como o aquecimento global e o atual modelo econômico.

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