Goiânia vai receber uma indústria de embalagens térmicas e reutilizáveis voltadas ao setor de alimentação e delivery. Com investimento inicial superior a R$ 10 milhões, a Bagin tem previsão de iniciar as operações em novembro de 2026. A empresa pretende atender estabelecimentos de todo o Brasil com sacolas personalizadas para conservar a temperatura e a qualidade dos alimentos durante o transporte.

A iniciativa surge em meio à expansão do mercado de entrega de refeições no país. Segundo dados do Statista Market Forecast apresentados pela empresa, o Brasil movimentou US$ 21 bilhões em delivery de comida em 2025, ocupando a quarta posição mundial em consumo nesse segmento. A projeção é que o mercado alcance US$ 29,5 bilhões até 2030.

Com a consolidação dos pedidos por aplicativos, especialmente após a pandemia de Covid-19, restaurantes e franquias passaram a buscar soluções para melhorar a experiência dos consumidores. Nesse cenário, as embalagens ganharam importância para preservar os alimentos e reduzir problemas durante a entrega.

“Manter a qualidade virou o grande desafio do segmento. As embalagens de papel podem rasgar com o peso, a umidade e a gordura. Nem mesmo as de papelão conseguem reter a temperatura por muito tempo”, afirma Luís Fernando, CEO da Bagin.

De acordo com o empresário, problemas com embalagens também podem prejudicar a fidelização dos clientes. Uma pesquisa da Associação Brasileira de Embalagem (ABRE), citada pela empresa, aponta que 51% dos consumidores deixam de comprar em um estabelecimento após enfrentar problemas relacionados às embalagens.

Samuel Barros, Paulo Maurício Fernandes, Aline Gabriela Fernandes, Luís Fernando Oliveira e Roberto Lisboa | Foto: Arquivo

Produção nacional e personalização

A ideia de criar a indústria surgiu após Luís Fernando e Roberto Lisboa, sócios fundadores da Bagin, pesquisarem o mercado e visitarem a China para conhecer tecnologias de produção de sacolas térmicas. Segundo os empresários, a experiência mostrou uma oportunidade de fabricar esse tipo de embalagem no Brasil, com possibilidade de personalização para os estabelecimentos.

“Vimos que não havia produção desse tipo de embalagem no Brasil. Além disso, para os restaurantes, nem sempre era viável importá-las com a marca personalizada”, afirma Roberto Lisboa.

Embora o maquinário utilizado na fabricação seja importado da China, a empresa desenvolveu tecnologia própria de impressão para personalizar as embalagens. A proposta é atender restaurantes, operações de delivery, franquias e organizadores de eventos, inclusive em pedidos de menor escala em comparação com as importações tradicionais.

“Com a produção local, eliminamos o tempo de espera e os impostos de importação. Também viabilizamos o marketing dos estabelecimentos, permitindo a impressão personalizada em tiragens menores, a partir de três mil unidades”, destaca Luís Fernando.

A fábrica foi anunciada em 5 de outubro, data em que se comemora o Dia Nacional do Empreendedor. A empresa pretende atender clientes em todo o território nacional a partir da unidade instalada em Goiânia.

Empresa aposta em serviços para empreendedores

Além da fabricação de embalagens, a Bagin pretende oferecer serviços voltados à gestão, à capacitação profissional e ao marketing de estabelecimentos do setor de alimentação. Para isso, a iniciativa conta com a participação da agência OPIS Publicidade e Negócios.

Segundo Aline Gabriela, sócia do negócio, a proposta é transformar a embalagem em uma porta de entrada para serviços de desenvolvimento empresarial.

“A nossa bag térmica se tornou algo muito maior do que uma embalagem. Ela é a porta de entrada para um ecossistema de desenvolvimento de cada estabelecimento”, afirma.

Entre as iniciativas previstas está a Bagin Startex, plataforma de educação on-line voltada ao setor. O projeto também prevê o BaginCast, podcast destinado a compartilhar histórias de empreendedores, além da formação de grupos de networking para estimular a troca de experiências e a criação de oportunidades de negócios.

Para Paulo Maurício, empresário e sócio da iniciativa, a experiência da OPIS no mercado publicitário contribuiu para identificar dificuldades enfrentadas pelos empreendedores.

“Trazemos a experiência de 13 anos da agência. Percebemos que, para uma campanha de marketing dar certo, é preciso mergulhar na rotina e nas dores do empreendedor para ajudá-lo a evoluir. E um dos seus maiores desafios é a gestão”, afirma.

Cashback e divulgação nas redes sociais

Outra iniciativa prevista é o BaginMania, sistema de cashback que pretende incentivar os consumidores a publicar fotos das sacolas personalizadas nas redes sociais. A estratégia busca ampliar a divulgação das marcas dos estabelecimentos e estimular a interação entre empresas e clientes.

Segundo Samuel Barros, publicitário e sócio da Bagin, a proposta é prolongar a exposição das marcas para além do momento da entrega do pedido.

“Dessa forma, amplificamos o alcance das sacolas. A entrega não termina quando o pedido sai da loja; a marca continua sendo propagada e o relacionamento com o cliente final é fortalecido”, afirma.

Com a unidade industrial em Goiânia, a Bagin pretende combinar a produção nacional de embalagens térmicas com serviços de capacitação, marketing e relacionamento empresarial. A expectativa é atender negócios de alimentação que buscam soluções para a logística de entrega e para a divulgação de suas marcas.

Sobre a Bagin

A Bagin é uma empresa idealizada pelos empresários Luís Fernando e Roberto Lisboa, em parceria com a OPIS Publicidade e Negócios. Com sede em Goiânia, a companhia tem foco na fabricação de embalagens térmicas e reutilizáveis para o setor de alimentação, além de serviços voltados ao desenvolvimento de negócios.