“A Goiânia que queremos é aquela que oferece serviços públicos de qualidade”, diz Marconi

Governador falou sobre saneamento, transporte, mobilidade, acessibilidade, segurança, saúde e educação. Ele destacou medidas do Estado na capital do Estado

| Foto: Rodrigo Cabral

Marconi ressaltou avanços de seu governo | Foto: Rodrigo Cabral

O governador Marconi Perillo resumiu em poucas palavras, na manhã desta sexta-feira (4/12), sua concepção sobre o tema abordado no 4º Fórum Goiânia 2020 – A Cidade que Queremos. “A Goiânia que queremos tem o cidadão como o principal objetivo da gestão pública, e é aquela que oferece serviços públicos de qualidade”, afirmou, durante o evento, realizado no Shopping Bougainville.

O fórum tem como objetivo discutir a realidade do cotidiano goianiense, aprofundar soluções para um cenário prospectivo e traçar uma nova consciência urbana para a capital.

Convidado de honra do fórum, organizado pelo diretor do Akhenaton Institute e do Grupo Brasil Colômbia, o publicitário Marcus Vinícius Queiroz, Marconi falou ainda do legado de seu governo na construção do futuro da capital. E elencou algumas das ações realizadas durante seus quatro mandatos, com foco maior nas demandas mais abrangentes, como Saneamento, Transporte, Mobilidade e Acessibilidade, Segurança, Saúde e Educação.

Para o governador, seu trabalho vem sendo marcado por conquistas, por exemplo, na Educação. No ano 2000, por exemplo, Goiás era o 16º Estado no ranking do Ideb. Em 2013, último levantamento realizado, já era o primeiro. O que não quer dizer que esteja satisfeito. Pelo contrário: “É pouco; uma nota 38 não nos deixa satisfeitos. É preciso avançar mais”.

Organizações Sociais

A evolução deve acontecer logo, com a instituição, na Educação, do modelo de gestão por Organizações Sociais aplicado na Saúde. “Assim, poderemos levar Educação de qualidade aos mais pobres, que também têm esse direito”, disse.

A Goiânia que queremos, ainda segundo o governador, é aquela que o Governo de Goiás vendo ajudando a construir, com a universalização de água e esgoto. Em 1999, lembrou, Goiânia jogava todos os seus dejetos nos mananciais. Para impedir isso, em seu primeiro governo foi construída a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), Dr. Hélio Seixo de Britto.

Em 2015, citou, com a ampliação na região Noroeste, serão 800 quilômetros de rede de esgoto construída, o que faz com que Goiânia chegue a 92% de coleta e tratamento de esgoto – serviço universalizado.

No abastecimento de água tratada, continuou o governador, está concluindo o sistema produtor Mauro Borges, abastecido pelo João Leite, que garantirá água para toda a Goiânia e Aparecida durante 50 anos. Dessa forma, a captação no Rio Meia Ponte será destinada a Trindade e a Goianira.

Segurança Pública

A Segurança Pública, no entanto, é o grande desafio: “Por mais que fizemos investimentos em inteligência, controle e comando, muito mais faríamos se tivéssemos mais recursos”. Segundo Marconi, os Estados estão sozinhos com a responsabilidade de cuidar de uma área tão sensível. E lembrou sua cruzada pelo País em busca de apoio institucional para que o governo federal destine mais dinheiro para a Segurança Pública nos Estados.

Hoje, explicou o governador, 11% da receita dos Estados vão para o setor. O ideal seria que, além desses recursos, houvesse o reforço da União. “Lutamos para que haja obrigatoriedade de a União também investir na Segurança. Isso representa mais policiais, mais inteligência e mais equipamentos”, enumerou.

Por outro lado, reclamou o governador, R$ 11 bilhões do Fundo Penitenciário Nacional estão contingenciados há mais de dez anos. Dinheiro que poderia ser usado na construção de presídios, no monitoramento de celulares e tornozeleiras de detentos e em ações sociais para recuperação desses reeducandos.

“Hoje, fazemos isso em Goiás; mas poderíamos fazer muito mais”, observou, ao pedir também maior endurecimento das leis. “Nossa legislação é frouxa. Um bandido preso está nas ruas em 40 dias, matando e roubando novamente,” apontou.

Drogas e armas

Ele cobrou uma postura mais rígida do Brasil em relação aos países vizinhos responsáveis pela exportação de drogas e armas para o Brasil. Entre as medidas, está a de não financiamento, pelo BNDES, de obras públicas naquelas nações: “Segundo pesquisas, 80% dos crimes cometidos no Brasil, incluindo os homicídios, são relacionadas com o tráfico de drogas e de armas”.

Marconi propôs ainda o deslocamento de pelo menos um terço das Forças Armadas para as regiões de fronteiras. Ele baseou sua proposta nos resultados do Comando de Divisas da Polícia goiana. Nos três anos em que foi instituída, em 15 bases nas divisas de Goiás, mais de 30 mil toneladas de entorpecentes foram apreendidas.

Na cidade ideal de Marconi está também uma sociedade mais igualitária. Algo que Goiás vem conquistando ao longo desses 15 anos. Ele se disse feliz nesse aspecto, ao lembrar pesquisa do Instituto Unibanco mostrou recentemente que Goiás foi o Estado que mais reduziu diferenças sociais. Uma conquista baseada, sobretudo, no aumento da produção e do comércio. “Já exportamos para mais de 160 países”, citou.

Acessibilidade

Na acessibilidade e na mobilidade, o governador citou ainda melhorias nas vias estaduais, a exemplo das rodovias-parques como a GO-020, entre Goiânia e Bela Vista; a GO-070, entre Goiânia e a cidade de Goiás e a GO-060, entre Goiânia e Trindade. “Apoiamos o BRT, projeto do governo federal e municipal e lutamos por recursos para o VLT”, acrescentou, entre outros programas ligados ao trânsito e ao transporte.

Inovação tecnológica é caminho para o desenvolvimento

A cidade do futuro não poderia deixar de ter inovação tecnológica. Isto é uma espécie de “às na manga” do Governo de Goiás, com programas como o Inova Goiás e o Goiás Mais Competitivo. Em sua palestra, no Fórum Goiânia 2020 – a cidade que queremos, Marconi lembrou também que o Inova Goiás vai beneficiar todas as áreas do Governo nos próximos três anos.

Já o Goiás Mais Competitivo tem como objetivo colocar o Estado entre os primeiros mais inovadores e competitivos do País, criando possibilidades para a criação de mais empregos na área de tecnologia de ponta, com recursos humanos mais qualificados e bem remunerados. “E que isso se reflita também em uma Goiânia mais criativa e inteligente”, desejou o governador.

É dessa forma, com criatividade e planejamento, destacou, que o Governo de Goiás vem enfrentando a pior crise que se abateu sobre o País. “Estamos preparados para encarar os desafios. Manteremos o equilíbrio até o fim de 2016, com o equacionamento entre despesas e receita”, garantiu, ao lembrar que, no “conjunto da obra, vamos chegar muito melhores do que chegamos este ano”.

No encerramento do fórum, recebeu de presente um quadro do escritor e artista plástico Hector Ângelo, de 12 anos. Marconi participou ainda da entrega de placas aos convidados homenageados, entre eles, o presidente eleito da OAB, Lúcio Flávio de Paiva; e o deputado federal Delegado Waldir (PSDB).

Na rodada de perguntas e respostas, Marconi disse a Lúcio Flávio que vê como auspiciosas as sucessões, em quaisquer esferas e instituições. Sobretudo quando elas são corretas e honestas. “É preciso acreditar na mudança. Mas as mudanças não são fáceis”, observou. “Vi isso na Saúde, quando propus o gerenciamento por meio de OSs. Hoje, veem que funciona. Quando se fala em mudanças, ninguém quer perder o status quo”, acrescentou, ao destacar o processo maduro nas eleições da OAB e vislumbrando Lúcio Flávio como reunificador da entidade.

Ao desejar “muito sucesso” ao novo presidente, Marconi fez votos de que a instituição continue cumprindo seu papel de extrema importância para a democracia e o Estado Democrático de Direito.

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