Goiânia é a 8ª capital brasileira mais favorável ao empreendedorismo

Índice de Cidades Empreendedoras (ICE) aponta capital goiana como a mais eficaz para se estruturar e manter uma empresa. No entanto, é a penúltima no quesito investimentos em inovação

Foto: reprodução

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Goiânia é a 8ª capital mais favorável ao empreendedorismo do Brasil. A informação foi constatada pela primeira edição do Índice de Cidades Empreendedoras (ICE), elaborado pela filial brasileira da ONG norte-americana Endeavor. Com o objetivo de aprimorar o debate sobre o fomento ao empreendedorismo no Brasil, levando em conta indicadores e boas práticas por todo o País, o estudo inédito revela a dinâmica empreendedora de cada região.

Apesar do resultado parecer favorável, foram analisadas apenas 14 capitais, as quais possuem regiões metropolitanas com mais de 1% das empresas de alto crescimento do Brasil – aquelas que conseguem crescer pelo menos 20% por três anos seguidos, segundo dados do IBGE. Atualmente, há 35 mil empresas (cerca de 1% do total do país) nessa categoria. As cidades foram avaliadas a partir de sete pilares independentes propostos pela Endeavor: Ambiente Regulatório, Infraestrutura, Mercado, Acesso a Capital, Inovação, Capital Humano e Cultura.

Considerada “referência nacional de ambiente de negócios”, Florianópolis lidera o ranking, seguida por São Paulo (SP) e Vitória (ES), que compõem o top 3. Em 4º lugar está Curitiba (PR), seguida por Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Goiânia (GO), Rio de Janeiro (RJ), Manaus (AM) e Belém (PA). Recife (PE), Fortaleza (CE) e Salvador (BA) estão na “lanterna” da lista, sendo as três as capitais com menores condições para empreendedores.

O melhor e o pior

Goiânia é destaque positivo no primeiro deles, o Ambiente Regulatório. De acordo com o estudo, a capital goiana obteve nota 7,64 e é primeiro lugar no que diz respeito ao tempo que se gasta para se estruturar uma empresa, bem como os custos dos impostos para mantê-la.

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Goiânia é 1º em Ambiente Regulatório | Foto: divulgação

“Goiânia detém o primeiro lugar no índice de ambiente regulatório por também ser eficiente nos outros processos avaliados e possuir taxas de impostos abaixo da média das 14 capitais analisadas. Na capital goiana, os impostos, por exemplo, estão entre os mais baixos do país, tanto a alíquota efetiva do Simples (de 5,5%, em média), como a do IPTU, de no máximo 1,0% do valor venal de imóveis não-residenciais (o que é quase 40% menos do que a média das 14 capitais)”, explica o estudo.

Por outro lado, Goiânia ficou em 13º lugar no quesito Inovação — à frente apenas de Recife –, que leva em conta investimentos em ciência e tecnologia, bem como o potencial para geração de ideias e o relacionamento das universidades com o mercado empreendedor. “Um fator que talvez explique a baixa inovação é a disponibilidade da mão de obra qualificada da cidade. Todos os indicadores de acesso à educação estão na média nacional ou abaixo dela – com especial atenção ao ensino profissionalizante, na penúltima posição”, sugeriu.

Goiânia é a penúltima capital em investimentos em inovação | Foto: reprodução

Goiânia é a penúltima capital em investimentos em inovação | Foto: reprodução

Neste sentido, a Endeavor aponta o baixo desempenho dos cursos superiores na capital goiana. “É importante também atentar para a qualidade do ensino, uma vez que a cidade é uma das que menos forma profissionais qualificados em termos absolutos e apenas 22% dos cursos de graduação têm nota máxima no Enade. A média é 26%, chegando a 50% nos melhores casos, como Florianópolis e Porto Alegre”, versa.

Pontencialidades

O relatório, que se diz um primeiro exercício para entender o ambiente e os dados que ajudam a retratar a dinâmica empreendedora de 14 capitais brasileiras, elencou as potencialidades e desafios das cidades, bem como a colocação em cada pilar proposto.

Análise de Goiânia | Foto: reprodução

Análise de Goiânia | Foto: reprodução

De acordo com os especialistas, uma vantagem é que a dura burocracia presente em todo o país não é um problema por aqui. A capital goiana propicia um ambiente regulatório bastante equilibrado e com indicadores melhores que as demais capitais analisadas: “os impostos estão entre os mais baixos e todos os processos são mais eficientes que a média, a única capital em que isso acontece”.

“Por exemplo, o tempo de abertura de empresas, de 32 dias, em média, é o mais baixo do país (a média é de 76 dias). O mesmo acontece com o tempo para registrar um imóvel, de 15 dias, índice 4 vezes menor que a média das capitais analisadas”, elogia o texto.

O Governo de Goiás também foi apontado pelo estudo como um facilitador para a abertura de novas empresas. “Os impostos para empresas também recebem uma série de incentivos, uma vez que o Estado de Goiás não adota o sublimite do Simples Nacional (de R$ 1,8 milhão), permitindo que empresas até R$ 3,6 milhões se beneficiem. E alguns setores da economia, como empresas do setor de vestuário, por exemplo, recebem ainda o benefício da isenção do ICMS”, versa.

Sobre o tema, o Vapt Vupt Empresarial e o Sistema de Indicadores criado pela Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg) foram exaltados como “exemplos” pela ONG.

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