Goiânia cai seis posições em lista de cidades com maior qualidade de vida

Capital melhorou apenas em educação, mas recuou em saúde, saneamento e segurança na última década, ocupando o 42º lugar no estudo geral da Macroplan

Goiânia está entre as capitais que lideram a recuperação
do mercado imobiliário

A terceira edição do estudo Desafios da Gestão Municipal (DGM), da consultoria Macroplan, que avalia a evolução de quatro áreas essenciais – saúde, educação, segurança e saneamento & sustentabilidade – nos 100 maiores municípios do País revelou que Goiânia caiu seis posições desde o último levantamento, em 2006.

A capital está na 42ª colocação, mas, naquele ano, ocupava a 36ª posição. Apesar da cidade ter sido destaque na área de saneamento, ocupando o 21ª lugar no ranking, também recuou três posições neste campo (em 2006 ocupava a 19ª colocação).

As posições nas outras áreas são: 54ª em educação (avanço de 19 posições na década, já que em 2006 estava em 73º lugar), 71ª em segurança (ocupava a 55ª posição em 2006) e 43ª em saúde (ocupava o 25º lugar em 2006).

A cada dez anos a Macroplan divulga o estudo. Para indicar o desempenho global de cada cidade, a consultoria criou um indicador sintético, composto por uma cesta de 15 pontos de todas as áreas analisadas, formando o IDGM – Índice Desafios da Gestão Municipal. O IDGM varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, melhor o desempenho do município.

Entre as 15 primeiras colocadas no ranking geral do DGM-2018 destacam-se dez cidades do interior de São Paulo. Maringá (PR) é a primeira colocada no ranking geral e Ananindeua (PA) está na lanterna entre as cidades analisadas.

A pesquisa da Macroplan demonstra que, nos últimos anos, a escassez de recursos financeiros foi  generalizada e semelhante nas 100 cidades. A receita subiu 13,6%, de 2010 a 2016, mas o crescimento da despesa foi maior (16,8%), puxada pelos gastos com pessoal e custeio, restando cada vez menos espaço para investimentos, que teve queda de 16,4% nos últimos cinco anos.

Ainda assim, o levantamento destaca que na década houve ganhos generalizados nos municípios estudados. As cidades que apostaram em novas soluções tiveram progressos relevantes.

O estudo ressalta que os líderes municipais terão que trabalhar com cobranças múltiplas, em contexto de forte escassez de recursos e acentuadas restrições burocráticas e legais.

Encontrar novas soluções para esses dilemas, dentro deste cenário, também é outro grande desafio que se coloca para os prefeitos, legisladores e gestores públicos municipais.

“Enquanto alguns municípios ficaram focados na agenda de curto prazo, outros conseguiram superar as adversidades do atual cenário e se modernizaram, com planejamento, foco e cooperação” destacou o diretor da consultoria, Glaucio Neves, coordenador geral do estudo.

O grupo de cidades semelhantes a Goiânia é composto  por Fortaleza (CE), São Luís (MA),Vila Velha (ES), Manaus (AM), Recife (PE), Natal (RN), João Pessoa (PB), Salvador (BA), Belém (PA), Aracaju (SE) e Maceió (AL).

Entre estas cidades, Vitória tem os melhores resultados no IDEB EF I e EFII, nos índices de acesso de água, coleta de lixo e de esgoto, assim como em número de exames pré-natal. Mas fica atrás de outras cidades do grupo nos  conjunto dos indicadores analisados.

Uma resposta para “Goiânia cai seis posições em lista de cidades com maior qualidade de vida”

  1. ziro disse:

    Dos dados levantadas pela matéria, é incompreensíveis candidatos como Marconi, Lucia Vânia, liderando nas pesquisas eleitorais. Será que uma das causas é o eleitor desinformado pelos gastos bilionários com o marketing Estatal com a mídia local? Aliás, faltou ao autor do artigo apontar as causas da perda de qualidade de vida do goianiense, porque será?

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