Um levantamento internacional realizado pela Ipsos em parceria com o Global Institute for Women’s Leadership, do King’s College, apontou um comportamento preocupante na Geração Z quando o assunto é relacionamento e igualdade de gênero.

Segundo os dados, uma parcela significativa dos homens nascidos entre 1997 e 2010 ainda concorda com ideias tradicionais sobre o papel da mulher na sociedade.

A pesquisa revelou que 31% dos jovens acreditam que a esposa deve obedecer ao marido, enquanto 33% defendem que o homem deve ter a palavra final nas decisões importantes dentro da relação.

Essa tendência se torna ainda mais evidente quando comparada à geração dos baby boomers, os nascidos entre 1946 e 1964. Nesse grupo, 13% concordam que a mulher deve obediência ao homem, e 17% acreditam que o homem deve ter a palavra final.

Outro ponto destacado é que homens mais jovens têm adotado visões mais tradicionais e, em alguns casos, até mais restritivas sobre o papel feminino nos relacionamentos. Além disso, 24% dos entrevistados afirmam que as mulheres não devem parecer muito independentes, indicando uma inclinação a valores mais conservadores entre parte desse público.

Especialistas envolvidos no estudo avaliam que esse cenário reflete uma tensão geracional marcada por rápidas mudanças sociais e pela influência de discursos divergentes nas redes sociais.

O levantamento também mostrou que as mulheres mais jovens tendem a demonstrar maior apoio à igualdade de direitos e papéis. Já entre os homens da mesma faixa etária, as opiniões aparecem mais divididas.

Segundo a pesquisa, esse desalinhamento pode impactar diretamente as dinâmicas afetivas, criando expectativas diferentes dentro dos relacionamentos. A divergência de visões sobre autonomia, tomada de decisão e papéis de gênero pode gerar conflitos e dificultar a construção de relações mais equilibradas.

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