Em declaração enviada ao Jornal Opção nesta quinta-feira, 27, logo após o PL de Goiás receber e dar encaminhamento a uma representação que pode culminar na expulsão do prefeito Márcio Corrêa, de Anápolis, o deputado federal e candidato ao Senado Gustavo Gayer cravou sua discordância com a iniciativa e argumentou que outros gestores goianos do PL também não apoiam o candidato da sigla, Wilder Morais, e não receberam punição.

“Eu não acho que esse é o momento certo para expulsar o prefeito mais bem avaliado de Goiás e o 3 do Brasil. Marcio apoia Flávio Bolsonaro, apoia o candidato ao Senado escolhido por Bolsonaro e apoia o candidato a federal que é amigo do Bolsonaro.
Há no PL outros prefeitos que também não apoiam o Wilder e não foram expulsos, como o de Novo Gama”

Gayer ainda acrescentou: “Há no PL prefeitos que não apoiam os candidatos ao senado escolhidos por Bolsonaro e mesmo assim não são expulsos do partido”. “

“Acho que todos estão com os nervos a flor da pele por causa do período eleitoral e deveriam se reunir para conversar antes de tomar qualquer decisão”, concluiu.

Após reunião na sede do partido, em Goiânia, a Executiva estadual do PL decidiu pelo recebimento e encaminhamento ao Conselho de Ética de uma representação que pede a expulsão de Márcio Corrêa da sigla por infidelidade partidária.

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A representação teria sido formulada por um aliado de Wilder Morais, presidente do PL goiano e candidato a governador, após Corrêa declarar apoio à reeleição de Daniel Vilela, do MDB, em evento no último final de semana.

O documento será encaminhado ao Conselho de Ética da sigla, responsável por receber a defesa do gestor e elaborar um parecer antes da decisão final da Executiva sobre a expulsão ou não de Márcio Corrêa, ou outra medida disciplinar, o que deve demandar algum tempo.

No entanto, há desconhecimento interno sobre a própria composição do Conselho de Ética. A defesa de Márcio, inclusive, vai pedir à Executiva os nomes dos integrantes do órgão para encaminhar a manifestação do prefeito.