Conselho de Ética da sigla recebeu resposta na última quarta-feira (1º). Empresário terá 15 dias para apresentar defesa ao partido

Empresário Júnior Friboi, do PMDB | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção
Empresário Júnior Friboi, do PMDB | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

O relator do processo de expulsão de Júnior Friboi no Conselho de Ética do PMDB, o advogado Dorival Barsanulfo Mocó, o Dori Mocó, informou ao Jornal Opção Online nesta quarta-feira (8/4) que finalmente o empresário foi notificado sobre o caso, no último dia 26 de março.

Há mais de um mês o colegiado tentava comunicá-lo oficialmente, mas havia dificuldades devido à agenda de viagens de Friboi. Por isso, foi enviado um Aviso de Recebimento (AR), que foi respondido na última quarta-feira (1º).

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Agora, Dori espera dar celeridade ao processo, fazendo a juntada da notificação ao restante dos documentos. “Pretendo anexar as partes e correr atrás”, afirma o relator, que se encontra no interior do estado. Friboi tem 15 dias para apresentar sua defesa e seus advogados já estão com as cópias do AR.

Caminhos

No julgamento, Friboi terá dois caminhos. Se apresentar o contraditório, será aberto prazo para a produção e apresentação de provas favoráveis a ele. Em caso negativo, será marcada audiência com os sete integrantes do Conselho Ética e as partes acusadoras. Cada um irá expor suas falas por cerca de 20 minutos. A partir disso, será produzido um relatório final.

Friboi deve escolher o caminho do silêncio, pois nos bastidores tenta garantir a maioria dos votos entre os 12 dos 16 integrantes da executiva estadual do partido. “Da minha parte, quero encerrar [o processo] respeitando a ampla defesa e o contraditório o mais rápido possível, sem atropelar regras processuais”, avalia Dori, que acredita em autonomia.

Rebeldes

O empresário gerou insatisfação em parte do PMDB ao declarar apoio à reeleição do governador Marconi Perillo (PSDB), nas eleições passadas. Em carta, anunciou voto declarado ao tucano. O posicionamento fez que uma série de pedidos de expulsão fosse protocolada contra ele.

Dori também relatou o processo de expulsão de outro peemedebista rebelde: Frederico Jayme. No entanto, não teve a oportunidade de emitir relatório sobre o caso. “É que ele jogou a toalha, pedindo a desfiliação antes. Ele não apresentou o contraditório e perdeu objeto de julgamento”, relembrou.

O ex-deputado atacou o ex-governador Iris Rezende publicamente na campanha ao Palácio das Esmeraldas. Foi apontado ainda como um dos líderes do movimento interno na legenda que apoiou o PSDB nas eleições.