Pacto Metropolitano pelo Transporte Coletivo apresenta primeiros resultados

O presidente do Instituto Cidade, Ilézio Inácio Ferreira, explicou que já houve mudanças graças ao pacto, como o aumento de veículos e número de viagens.  No entanto, as mudanças ainda levarão um tempo para ser percebidas

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Foto: Acieg

Ocorreu nessa quarta-feira (2/7) o primeiro balanço sobre o Pacto Metropolitano pelo Transporte Coletivo. O pacto, assinado em abril deste ano, viabilizou o aumento de veículos e número de viagens, mas ainda deve passar por longo processo de implantação. A reunião ocorreu no prédio da Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg).

Desde a primeira manifestação por melhorias do transporte coletivo, que aconteceu em maio de 2013 na capital goiana, o apoio quase que geral da população aos manifestantes trouxe à luz a necessidade de que o Estado junto com as empresas que prestam o serviço discutissem sua qualidade. Pensando nisso, o Fórum de Mobilidade Urbana propôs o pacto, firmado pelo governo estadual, as prefeituras da Região Metropolitana de Goiânia, o Fórum Empresarial de Goiás e a Câmara de Dirigentes de Lojistas de Goiânia (CDL Goiânia), que destinou o subsídio do setor público referente ao valor das gratuidades para a realização de investimentos no sistema de transporte coletivo da Grande Goiânia. A partir do pacto, vêm sendo aplicados desde maio deste ano recursos para garantir que as medidas para promoção de melhorias do transporte coletivo sejam efetivadas.

O presidente do Instituto Cidade, Ilézio Inácio Ferreira, informou que já houve mudanças graças ao pacto, como o aumento de veículos e número de viagens.  No entanto, explicou que as mudanças ainda levarão um tempo para ser percebidas. “O usuário sentirá os efeitos após várias ações, provavelmente no próximo semestre”, pontuou.

Na oportunidade, a promotora Leila Maria de Oliveira, integrante do Centro de Apoio Operacional (CAO) de Defesa do Patrimônio Público, apontou a importância do pacto pelo transporte coletivo, exigiu melhorias na segurança, aumento do número de viagens e destacou a proposta de criação de uma agência reguladora do setor em Goiás. Com isto, as Câmaras Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC) e a Câmara Metropolitana Transporte Coletivo (CMTC) seriam unidas em um único órgão tendo como finalidade a regulação da atividade, com vistas a facilitar o acesso a informações e também o controle de qualidade. Até dezembro, mais investimentos para nova frota de veículos serão disponibilizados por meio dos recursos do pacto.

Além do balanço, houve o lançamento do aplicativo “Olho no Ônibus” que permite que o usuário consulte a operação do transporte coletivo em tempo real, mostrando o tempo de chegada dos ônibus até o ponto de parada, e a quantidade e a localização instantânea dos veículos. Ele pode ser baixado gratuitamente, apenas para o sistema Android. Para a presidente da Acieg, Helenir Queiroz, a ferramenta é a melhor solução para a questão da fiscalização: “um fiscal trabalhando de maneira manual é algo caro e ineficiente. O aplicativo funciona de forma mais rápida e satisfatória”, afirmou.

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