Força-tarefa interdita lar de idosos por diversas irregularidades em Aparecida

Ação encontrou irregularidades administrativas, sanitárias, além de maus tratos. Os idosos foram transferidos para outro abrigo, com estrutura física e condições sanitárias adequadas

A unidade abrigava cerca de 20 idosos | Foto: Wigor Vieira

O Lar Nossa Senhora de Lourdes Casa de Apoio de Idosos, que fica em Aparecida foi interditado neste sábado, 23. A unidade abrigava cerca de 20 idosos e havia sido alvo de denúncias de maus tratos e até de retenção ilegal de documentos para obtenção de empréstimos em nome dos idosos.

A força-tarefa  foi realizada pela Secretaria de Saúde de Aparecida, Vigilância Sanitária, Secretaria de Assistência Social e o Ministério Público de Goiás (MP-GO), que identificaram no local irregularidades administrativas, sanitárias, além de maus tratos. Os idosos foram transferidos para outro abrigo, com estrutura física e condições sanitárias adequadas.

O diretor da Vigilância Sanitária, Rildo dos Santos explicou que a operação partiu de uma denúncia que chegou via Ministério Público. “O abrigo está com a documentação irregular e funciona de forma clandestina. Foram encontradas várias inadequações. Todas estão sendo registradas para que possamos instaurar os procedimentos necessários. O abrigo foi interditado, a responsável está sendo autuada e os internos já foram transferidos a um local apropriado”.

O promotor Érico de Pina, representante do MP-GO,  disse que é obrigação constitucional do órgão zelar, observar, fiscalizar, instruir e, se for preciso, tomar medidas duras em relação à dignidade das pessoas idosas e das pessoas com deficiência.

Próximo passo


A partir de agora, o Ministério Público irá aguardar o encaminhamento do relatório que será realizado pela Vigilância Sanitária, e posteriormente,  deverão instaurar inquérito policial e apurar responsabilidade criminal.

Rildo dos Santos relata que foram encontrados alimentos deteriorados, com data de validade vencida e sem procedência. Ele explica que após serem apreendidos, esses alimentos foram levados ao Aterro Sanitário do município para serem devidamente descartados. “É uma situação diferente do que encontramos em outros abrigos até hoje. São correntes com cadeados, próximos à área de banho. Não se sabe o motivo disso e está sendo investigado como possíveis maus tratos”, afirma.

A  assistente social Adriana Ferreira explica que as famílias já estão sendo procuradas para se averiguar a situação de  cada um dos idosos. “Nós já prevíamos essa situação pois eram criadas barreiras de diversas ordens nas tentativas iniciais de abordagem realizadas por agentes públicos. Esses idosos não têm condição nenhuma de seguirem sob essas condições e estão sendo transferidos para um local que resguarde seus direitos e sua dignidade”, pontua.


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