Fora da Assembleia em 2019, Simeyzon diz que interesse no Orçamento Impositivo não é político

Deputado propõe escalonamento do pagamento das emendas impositivas nos próximos três anos

Presidente da Comissão de de Minas e Energia, deputado Simeyzon Silveira (PSD)

O deputado Simeyzon Silveira (PSC) apresentou emenda substitutiva à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) de Bruno Peixoto (MDB), que pede adiamento da vigência do Orçamento Impositivo. Questionado sobre qual seu interesse na matéria, já que não terá mandato nos próximos anos, Simeyzon disse que essa não é uma questão política e seu interesse é em ajudar os municípios.

Sem conquistar a reeleição, o deputado defende na Assembleia que o Orçamento Impositivo não seja adiado, mas que haja um escalonamento. De acordo com sua proposta, não seriam mais 1,2% da Receita Corrente Líquida (RCL) do Estado destinados para as emendas impositivas, mas 0,5% em 2019; 0,6% em 2020 e 0,7% em 2021.

“Esse é um tema que eu defendo, e vou lutar por essa matéria para atender aos meus municípios”, disse. Segundo ele, o Projeto de Lei como foi aprovado seria inviável, porque o Governo do Estado não teria condições de arcar com os 1,2% e os municípios continuariam desamparados.

No entanto, Simeyzon também é contra o adiamento em dois anos da obrigatoriedade do pagamento das emendas impositivas, como proposto por Bruno Peixoto. “Temos que achar um acordo, um bom senso, para que ele seja efetivado”, defendeu.

O deputado ainda acusou que os deputados, seja para um lado ou para o outro, estão abordando a matéria de maneira política. “Esse é um tema da Assembleia e tem que ser discutido nesse âmbito, sem ser usado como cavalo de batalha política”, disse.

Embora disse que está trabalhando em prol dos municípios no fim do mandato, Simeyzon não confirma uma candidatura municipal em 2020. “Eu não tinha nenhum plano B, meu plano era ganhar a eleição, isso não aconteceu, mas eu ainda não tomei nenhuma decisão sobre o pós-mandato”, pontuou.

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