“Fizemos um acordo para vacinar às 17 horas e assim tratar todos os brasileiros da mesma maneira”, diz Caiado

Governador foi à São Paulo para entrega do primeiro carregamento de imunizantes a serem aplicados no público-alvo em Goiás

Caiado com a vacina contra Covid-19 | Foto: Ascom/ Divulgação

O governador Ronaldo Caiado (DEM) voltou a cutucar João Dória (PSDB) em entrevista coletiva realizada na manhã desta segunda-feira, 18. O democrata salientou a importância de acordo entre chefes do Executivo de todo o País para que a vacinação se inicie às 17 horas sem “gestos de esperteza”.

“Poderíamos começar a imunização daqui 3 horas. Fizemos um acordo, para mostrar mais uma vez que é necessário não ter nenhum gesto de esperteza quando se trata de saúde pública. Assim, 17 horas todos nós governadores iniciaremos a vacinação”, afirmou Caiado.

O governador esteve em São Paulo para solenidade de entrega dos imunizantes desenvolvidos pelo Butantan, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. Nesta primeira leva foram disponibilizadas 87.172 doses de vacina capazes de imunizar 43.586 pessoas do público-alvo. Caiado informou que metade serão poupadas para a segunda dose a ser ministrada de 14 a 28 dias.

As vacinas serão transportadas de caminhão para os municípios do interior de Goiás. Apenas Campos Belos e Posse deverão receber por avião, devido à distância de Goiânia. A vacinação deve ser iniciada por Anápolis, por um idoso em casa de repouso de longa permanência, e em Goiânia, um trabalhador do Hospital de Campanha.

“É importante que possamos dizer que a imunização só vai chegar 45 dias depois da segunda dose. Então é fundamental que as pessoas entendam que as regras e protocolos, como uso de máscara e distanciamento social, devem ser seguidos” diz.

Isolamento social

Caiado voltou a reforçar a importância de se fazer o isolamento social, principalmente em um momento em que os números da Covid-19 sobem em todo o País e com a perspectiva de chegada da vacina.

“Fui o primeiro governador do País a adotar as medidas de isolamento social. Salvamos milhares de vidas com isso. Assim pudemos implantar nossas equipes regionais, a nossa equipe passou a ter mais preparo para trabalhar com pacientes. Estamos fragilizados. Devemos tentar repetir fizemos em março para dar oportunidade de salvar vidas”, salienta.

Sobre a segurança das vacinas aprovadas em caráter emergencial, Caiado disse que poderia ser o primeiro ser imunizado se pudesse. “Eu só não tomo a vacina porque não posso. Não tomo pois tenho 71 anos e não estou na faixa prioritária do Ministério da Saúde. Se pudesse gostaria de ser o primeiro”, diz.

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