Feirantes são os principais afetados por medidas restritivas

Central de abastecimento de produtos de hortigranjeiros em Goiás, afirma que não há desabastecimento em meio a decreto de restrições, mas que feirantes da capital foram os principais afetados pela decisão

A Central de Abastecimento de Goiás (Ceasa-GO) ainda não registrou uma queda nos índices de comercialização dos produtos que passam por lá, em decorrência do decreto de restrição de algumas atividades imposto na última segunda-feira, 1, na Região Metropolitana de Goiânia. Segundo dados da central, a queda nos números relativos à comercialização de produtos hortigranjeiros chegou a quase 15% em março do ano passado, quando o primeiro decreto de lockdown foi imposto no estado

Lineu Olímpio de Souza, presidente da Central em Goiás, afirma que os principais prejudicados com a decisão são os feirantes e não os donos de grandes redes de supermercados, por exemplo. Isso se deve ao fato de que a procura por alimentos que eram vendidos em feiras livres na capital, acaba sendo repassada para os donos de mercados, pois esses estabelecimentos continuam abertos.

O presidente afirma ainda que por funcionar como um entreposto de comercialização e abastecimento, o Ceasa não foi diretamente afetado e continua funcionando, mediante ao cumprimento de todos os cuidados necessários neste momento.

Feirantes 

Eduardo da Silva Nascimento trabalha como feirante há mais de 15 anos na capital e conta que precisou buscar outras alternativas para manter parte de sua renda familiar e conseguir pagar suas despesas mensais. Ele afirma que começou a trabalhar por meio do serviço de delivery, passando a realizar a entrega de seus produtos. “Mas mesmo assim não é satisfatório. Dessa forma eu não consigo ganhar nem a metade do que costumava ganhar fazendo feiras diariamente”, reitera. 

Eduardo afirma ainda que muitos outros de seus colegas feirantes precisaram se adaptar também, passando a comercializar seus produtos até mesmo em casa. “O serviço de delivery é muito relativo. Em alguns dias eu chego a fazer 20 entregas e em outros, nenhuma. Meus antigos clientes ainda compram de mim e eu atendo alguns condomínios, mas ainda não é o suficiente”, conta o feirante.

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