A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, aprovou uma nova insulina de aplicação semanal para adultos com diabetes tipo 2. O medicamento, chamado Onswik, utiliza a insulina efsitora alfa-gobe, desenvolvida pela farmacêutica Eli Lilly, e surge como alternativa às aplicações diárias de insulina basal.

A aplicação é feita por via subcutânea uma vez por semana, sempre no mesmo dia. De acordo com a FDA, o medicamento deve ser utilizado em conjunto com alimentação adequada e prática de atividades físicas para auxiliar no controle dos níveis de glicose no sangue.

A principal diferença da nova insulina está na frequência de aplicação. Enquanto as insulinas basais tradicionais são administradas diariamente, o Onswik foi desenvolvido para manter sua ação durante sete dias.

Segundo a Eli Lilly, a substituição de uma aplicação diária por uma semanal pode representar mais de 300 injeções a menos ao longo de um ano. A empresa informou que pretende iniciar a comercialização do medicamento nos Estados Unidos nos próximos meses.

A aprovação da FDA foi baseada em quatro estudos clínicos randomizados, abertos e controlados. As pesquisas envolveram adultos com diabetes tipo 2 em diferentes situações: pessoas que nunca haviam utilizado insulina, pacientes que já recebiam insulina basal uma ou duas vezes ao dia e participantes que utilizavam insulina basal em conjunto com aplicações nas refeições.

Nos estudos, o medicamento foi comparado às insulinas glargina e degludeca, utilizadas diariamente. Os resultados apontaram redução da hemoglobina glicada (HbA1c) em níveis semelhantes aos observados nos tratamentos comparadores.

A HbA1c é um exame utilizado para avaliar a média dos níveis de glicose no sangue nos últimos meses e acompanhar o controle do diabetes.

O que é diabetes tipo 2

O diabetes tipo 2 é uma doença crônica caracterizada principalmente pela resistência à insulina e pelo aumento da concentração de glicose no sangue. A condição é mais frequente em adultos e apresenta associação com fatores como excesso de peso e envelhecimento.

Entre os sintomas que podem aparecer estão sede excessiva, aumento da frequência urinária, cansaço, visão embaçada, fome constante, perda de peso sem explicação e dificuldade de cicatrização de feridas.

O tratamento pode envolver medicamentos, mudanças na alimentação, prática regular de exercícios e, quando necessário, uso de insulina. A perda de peso, quando indicada, também pode contribuir para o controle da doença.

Risco de hipoglicemia

Assim como outras formas de insulina, o Onswik pode provocar hipoglicemia, caracterizada pela queda excessiva da glicose no sangue. Em casos graves, a condição pode causar convulsões e perda de consciência, além de apresentar risco de morte.

A FDA também aponta entre os possíveis efeitos adversos reações no local da aplicação, alterações no tecido adiposo sob a pele, coceira, erupções cutâneas, inchaço e ganho de peso. O órgão regulador alerta ainda para a possibilidade de erros de medicação e overdose acidental, além de redução dos níveis de potássio no sangue e retenção de líquidos quando o medicamento é utilizado com determinadas outras substâncias.

A indicação aprovada nos Estados Unidos é restrita a adultos com diabetes tipo 2. O medicamento não é recomendado para pessoas com diabetes tipo 1 devido ao risco aumentado de hipoglicemia grave.

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