Familiares de Carlesse fizeram movimentações financeiras suspeitas, indicam relatórios

Os documentos mostram que filha, genro e até ex-mulher movimentavam quantias de dinheiro superiores ao que declaravam como renda

Na investigação que levou ao afastamento do cargo do governador Mauro Carlesse (União Brasil), a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República também citam que parentes próximos do político mantinham movimentações financeiras bem superiores com o que declaravam em suas rendas.

O inquérito aponta que Dayana Carlesse (filha), Renato Tedeschi Alves (genro) e Fernanda Carlesse (ex-mulher), são suspeitos de estarem envolvidos em uma suposta lavagem de dinheiro para disfarçar a propina que seria entregue a Mauro Carlesse e Claudinei Quaresemin.

Com relação a Dayana e Renato Tedeschi as irregularidades identificadas são semelhantes. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) percebeu que os dois fizeram movimentações financeiras muito superiores ao que declaravam ter como renda. Um dos relatórios do Coaf é referente ao período entre abril e novembro de 2018, quando Mauro Carlesse assumiu o governo para o mandato-tampão após a cassação de Marcelo Miranda (MDB). No período de oito meses, Dayana Carlesse movimentou, segundo o documento R$ 2.357.373,00. Para a PF, este é um “valor que não condiz com sua renda mensal de R$ 10.560,00, que recebe como sócia nas empresas Maximus Part AS e Pastel e CIA”.

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