Família de mulher morta após aplicação de produto não irá acompanhar exumação de cadáver, diz advogado

O procedimento será necessário devido à inconclusão do laudo médico

O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), autorizou a exumação do corpo de Maria José Medrado de Souza Brandão, 39 anos, que faleceu após aplicação de um produto nos glúteos. A autorização foi emitida no último dia 10 e o procedimento será realizado na próxima semana, segundo advogado da família de Maria José, Rômulo Sebba.

A família da vítima está a par do que será realizado, mas prefere não acompanhar a exumação, a ser realizada pelo Instituto Médico Legal (IML). Rômulo Sebba irá representá-los, já que é uma das exigências a presença de um integrante da família. “Temos conversado há muito tempo. A situação já não é boa, e agora o corpo ainda terá que ser exumado. A famílai está ciente, mas abalada”, explicou o advogado.

O pedido de exumação, conforme informado por Rômulo ao Jornal Opção Online, foi feito pela delegada que acompanha o caso, Myriam Vidal, e o Ministério Público deu o aval. De acordo com o advogado, o laudo preliminar foi sugestivo, mas não concluso. “Colocaram lá que era um produto branco, pastoso, entre outras características, mas não tiveram material suficiente para precisar o que de fato era”, explicou.

Rômulo apontou que a exumação depende de questões de agenda do IML, como também de condições climáticas, já que se estiver chovendo, o procedimento poderá ser prejudicado. Conforme o advogado, o corpo não será retirado no Cemitério Parque Memorial — será apenas retirado na caixão, o médico legista irá extrair o material que precisa, e o corpo será recolocado logo em seguida.

O Jornal Opção Online entrou em contato com a delegada Myriam Vidal, que não quis confirmar o fato. “Não vou falar desse caso. Quando tiver um fato novo eu aviso a assessoria de imprensa da Polícia Civil. Por enquanto, esse caso está encerrado para mim”, disse.

O caso

Maria José morreu após complicações em sua segunda aplicação de um produto para aumento dos glúteos. O resultado do primeiro procedimento não a teria agradado, o que fez com que recorresse a outra clínica, encontrada por meio de anúncios na internet.

Ela entrou em contato com Raquel Policena, mulher que se dizia biomédica. Raquel residia em Catalão e ia para Goiânia com frequência para realizar aplicações em salas de hotéis e clínicas alugadas.

Após o procedimento, Maria José passou mal e foi encaminhada para o Cais do Setor Vila Nova. No entanto, com a gravidade da situação, foi levada para a UTI do Hospital Jardim América. De acordo com a família, ela faleceu por volta das 5h da manhã de sábado (24) por embolia pulmonar.

Raquel e o namorado, o professor de idiomas Fábio Justiniano Ribeiro, que teria participado de um dos procedimentos, foram indiciados por lesão corporal, homicídio doloso, exercício ilegal da profissão, e utilização de produtos sem procedência.

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