“Falta de EPIs é um problema generalizado”, diz presidente do Sindsaúde

“Temos uma preocupação muito grande em relação a abertura do comércio. Não podemos agravar a situação pois já existe uma superlotação em diversas unidades”, argumenta Flaviana Alves que teme uma grave crise de saúde pública

Foto: Depositfiles

A presidente do Sindsaúde, Flaviana Alves, conversou, na manhã desta sexta-feira, 8, com o Jornal Opção onde detalhou o trabalho que tem sido desempenhado pelo sindicato no sentido de fiscalizar a situação de trabalho dos profissionais da saúde em Goiás.

Segundo a presidente, o caso mais grave é o Hugo. Lá, conforme mostrado pela reportagem anteriormente, aproximadamente 180 profissionais da saúde já foram afastados devido a confirmação ou suspeita de estarem contaminados com a covid-19.

No entanto, o trabalho do sindicato não se restringe apenas a esta unidade, haja vista que, segundo a presidente, diversas denúncias ainda chegam à direção do Sindsaúde. “São situações em proporções bem menores às encontradas no Hugo”, explicou Flaviana que destacou, dentre as demais unidades, os CAIS Novo Mundo e Bairro Goiás. Mas não só: Crer, Hugol e Huapa, também estão na lista.

A falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) para os cuidados dos profissionais de saúde é, segundo ela, um problema generalizado. Portanto, a presidente ponderou que após ação judicial movida pelo sindicato no Ministério do Trabalho e sentenciada em abril deste ano, houve uma melhora nas condições de trabalho oferecidas nessas unidades.

“Temos uma preocupação muito grande em relação a abertura do comércio. Não podemos agravar a situação pois já existe uma superlotação em diversas unidades. Precisamos que o governo atue ou enfrentaremos uma grave crise de saúde pública em nosso Estado. Já não temos profissionais suficientes, além disso ainda oferecem péssimos salários e condições precárias de trabalho”, argumentou.

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