Expectativa é que a retomada do comércio seja mais acelerada a partir de setembro, diz presidente da Acieg

Dados da associação apontam que vendas em dia de reabertura chegou a uma média de 42% em relação ao mesmo dia do ano passado

Comércio reaberto em Goiânia | Foto: Fernando Leite

De acordo com a Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg), o comércio conseguiu arrecadar 42% do que vendeu no mesmo dia de 2019 no primeiro dia de reabertura das atividades econômicas. Para Rubens Fileti, presidente da instituição, isso mostra que há uma demanda reprimida muito grande.

“A população ainda está com bastante medo de sair às compras. Esse percentual, mesmo tão baixo assim, tivemos estabelecimentos em algumas regiões que teve venda de 14%, 65%, outro 40 e poucos e nisso tivemos a média de 42%. Isso mostra que quem saiu de casa para ir às compras precisava muito de algum produto”, avaliou.

Segundo ele, essa média de compra não chega nem de perto chega a amenizar a situação dos comerciantes, que ficaram parados por cerca de três meses, entre março e junho. “É um reinício e a gente sabe que vai demorar demais para ter esse retorno mais pujante, mas já é um recomeço”, pondera.

“Acreditamos que com bastante segurança, os protocolo sendo executados com muita disciplina, sobre nossos consumidores e colaboradores, vai fazer com que a confiança volte e o consumo também volte. Vai ajudar no controle da pandemia também.”, observa Rubens. “Na 44, por exemplo, tá muito informal, quando se tem a desordem igual nós temos lá. Quando voltamos para as lojas de um jeito organizado, formal, contribuindo para o imposto, isso é muito importante e vai fazer com que essa disseminação da pandemia seja mais lenta”, comparou.

Ele acredita que retornas às atividades não soluciona 100% dos problemas dos empresários hoje. “Principalmente, por causa do crédito, você vai precisar de fluxo de caixa, capital de giro e essas empresas que estão retomando não têm esse dinheiro. Elas vão precisar de bastante aporte, seja do governo federal, estadual ou municipal e das entidades de classe”, analisa o presidente.

Internet

Muitas empresas aproveitaram o tempo afastado para investir no crescimento dos seus empreendimentos nas redes sociais. Rubens ressalta que essa migração para a internet não é a salvação do mercado tradicional.
“Ela ajuda, lógico. Na parte de bares e restaurantes, o aumento deles indo para esses aplicativos, como iFood, UberEats etc, a demanda aumentou demais, então a concorrência aumentou. Os preços caíram, as ofertas aumentaram e fizeram com que a venda não fosse como esperado. Mesmo assim ajuda em partes para a contribuição do pagamento dos custos fixos. Essa transformação digital complementa, mas não resolve”, conta.


De acordo com Rubens, a expectativa de crescimento da economia ainda é lento, mesmo no segundo semestre de 2020. “Os dados dos próximos dias são de bastante cautela. Estamos orientando todos os nossos empreendedores, lojistas, a população, o consumidor para que possam se proteger de uma forma mais disciplinada”, informou.

“Temos um ponto de interrogação que são as liminares, os recursos que estão sendo julgados.Essa insegurança jurídica põe um ponto de interrogação principalmente para os próximos investimentos dos empreendedores que vão fazer com que essa retomada seja muito mais lenta. Todo esse ambiente, da pandemia, da economia e jurídico fazem a combinação perfeita para um ponto de interrogação”, explica.

“Enquanto não tirar essas interrogações da frente, não vamos conseguir dar uma previsão 100% de como vai ficar. Nossa expectativa é de uma retomada a partir de setembro e outubro de maneira mais acelerada do que está hoje.”

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