Ex-secretário da Saúde nega que hospitais fizessem seleção de paciente para UTI

Fernando Machado diz que é preciso checar se dados apresentados por vereador são verdadeiros

CEI da Saúde | Foto: assessoria de imprensa/ Elias Vaz

Ex-secretário municipal de Saúde, Fernando Machado negou que, durante sua gestão (entre 2013 e 2016), hospitais credenciados à Prefeitura de Goiânia tenham rejeitado pacientes em Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

Segundo o médico, a falta de leitos na capital — hoje com uma fila de 56 pessoas aguardando vagas — se dá pela não disponibilidade de perfil, ou seja, especialistas em algumas áreas (como cardiologia, neurologia).

A resposta veio a um questionamento do vereador Elias Vaz (PSB), que apresentou dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Saúde de que, nos últimos seis meses de 2016, a média de leitos desocupados por dia chegou a 89. Na atual gestão, o número subiu para 128.

“Nós criamos um sistema que fornecia o mapa de todos os leitos, com o perfil, nome, diagnóstico e dia em que os pacientes eram internados. […] A medida que se contrata um leito, a SMS tem prerrogativa de utilizar de acordo com sua necessidade e perfil do hospital. Se hospital atende perfil do doente, não tem direito de fazer seleção, mas havia sim demanda reprimida”, explicou.

Fernando Machado destacou que chegou a notificar alguns hospitais sobre a disponibilidade de vagas de UTI, mas que jamais foi informado sobre negativa de pacientes, havendo perfil na unidade.

“Realmente isso seria quebra de contrato, e o hospital pode ser criminalizado, mas os superintendentes não me relatavam isso”, completou.

O ex-secretário também questionou Elias Vaz sobre os dados apresentados: “Preciso confrontar esses dados com o que tenho no Ministério da Saúde.”

Fernando Machado presta depoimento na CEI da Saúde na manhã desta segunda-feira (26/2) para esclarecer questões referentes a sua gestão, incluindo a investigação do Ministério Público na operação SOS Samu.

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