Ex-governador do Tocantins, Marcelo Miranda, completa dois meses em cárcere

Ele e o irmão, Brito Miranda Júnior, continuam presos visto que estariam tentando atrapalhar as investigações de outra operação da PF, a Reis do Gado

Foto: Ademir dos Anjos

Acusado de falsificação de escrituras públicas e registros de imóveis vinculados à família para promover a ocultação e blindagem patrimonial, como também por ameaças à testemunhas, compra de depoimentos e destruição de provas, o ex-governador do Tocantins, Marcelo Miranda (MDB) permanece preso em uma sala do Estado Maior no Quartel de Comando Geral da Polícia Militar em Palmas, após dois meses de sua captura, ocorrida em 26 de setembro.

As prisões preventivas de Miranda e do irmão dele, Brito Miranda Júnior, são decorrentes da Operação 12º Trabalho, coordenada pela Polícia Federal, visto que estariam tentando atrapalhar as investigações de outra operação da PF, a Reis do Gado.

O irmão, continua na cela destinada a presos com diploma de nível superior na Casa de Prisão Provisória da Capital. Já o pai de ambos, José Edmar Brito Miranda, também chegou a ser preso, contudo foi liberado após pagamento de 200 salários mínimos de fiança, em função do estado de saúde e da idade avançada.

O advogado de defesa da família sustenta que as prisões são desnecessárias por se tratarem de fatos antigos, informando que aguarda o julgamento de recursos no Tribunal Regional Federal da 1ª Região e no Supremo Tribunal Federal.

No pedido de habeas corpus, que tramita no TRF da 1ª Região, os movimentos mais recentes são do fim de outubro, quando foram juntadas petições e certidões, entretanto, não há data designada para o julgamento.

Segundo o poder judiciário, a organização criminosa continuou a agir e funcionar mesmo após ter sido deflagradas várias operações policiais. Isso se materializava através de prepostos – testas de ferro. A lavagem de dinheiro se daria pela aquisição de fazendas, aviões, veículos e gado mediante a ausência de escrituração em nome de “laranjas”.

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