Ex-dirigente do Goiás é condenado a indenizar árbitro por chamá-lo de ladrão

O ex-dirigente, sem sucesso, tentou recorrer da decisão negando que tivesse feito o comentário e sustentou que tais palavras, se tivessem sido ditas, não poderiam ser consideradas ofensivas à honra do árbitro

A Justiça manteve sentença em favor de Giulliano Bozzano, árbitro que foi chamado de “ladrão” e “vagabundo” em declaração do ex-diretor do Goiás Esporte Clube ao Jornal Diário da Manhã. O desembargador Itamar de Lima condenou o dirigente e o veículo a pagarem, cada um, R$ 10 mil de indenização por danos morais.

Giulliano apitou uma partida do clube goiano contra o Fortaleza, pelo Campeonato Brasileiro de 2006 em que o Goiás saiu derrotado. O dirigente do clube, por sua vez, teria concedido entrevista ao DM em que dizia que “ele (o árbitro) veio para complicar o jogo. […] Antes do jogo a gente falava do juiz, ele é um ladrão, vagabundo”.

O ex-dirigente tentou recorrer da decisão negando que tivesse feito o comentário e sustentou que tais palavras, se tivessem sido ditas, não poderiam ser consideradas ofensivas à honra do árbitro, pois a palavra “ladrão” é comum no meio esportivo, mas não teve sucesso.

O desembargador não acolheu o argumento e manteve o valor da indenização, visto que os Tribunais de Justiça têm considerado que a ofensa na forma de xingamento, caracteriza, sim, dano moral. Segundo Itamar de Lima, a indenização tem o dever de ser compensatória e punitiva, e neste caso a punição não poderia ser considerada como geradora de riqueza, mas como impeditivo para novas ofensas.

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