Ex-diretor acusado de pedir propina é preso durante depoimento à CPI da Covid

Ex-diretor de logística do Ministério da Saúde foi preso por perjúrio, isto é, violar o juramento de falar a verdade

O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), determinou na tarde desta quarta-feira, 07, a prisão do ex-diretor de logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias. Aziz afirmou que o depoente mentiu em diversos pontos de sua fala e por isso determinou que a Polícia Legislativa “recolhesse” o ex-diretor do ministério.

Em depoimento à CPI , o ex-diretor de logística do Ministério da Saúde confirmou o jantar no dia 25 de fevereiro com o policial militar Luiz Paulo Dominghetti Pereira, revelado pela Folha, mas negou ter cobrado propina de US$ 1 por dose para negociar vacinas ao governo federal.

O diretor exonerado logo após a denúncia de propina disse aos senadores que não tratava da compra dos imunizantes, apesar de reconhecer que conversou por mensagens de celular e por email com representantes da Davati Medical Supply.

Áudios que desmentem a versão de Dias sobre encontro acidental com o cabo da Polícia Militar Luis Paulo Dominguetti, em restaurante em Brasília, onde o policial diz que o ex-diretor pediu propina de um dólar por dose de vacina.

Dias respondia perguntas do senador Fabiano Contarato quando foi interrompido por Aziz para dar voz de prisão à testemunha. “Ele está preso por mentir em perjúrio”, afirmou Aziz antes de sessão.

O senador afirmou que Dias “só mentiu” em seu depoimento. “Chame a polícia do Senado. O senhor está detido pela presidência da CPI”, afirmou Aziz a Roberto Dias. A advogada do ex-diretor diz que pedido é um “absurdo” e que o depoente deu “contribuições valiosíssimas”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.