Goiás ganha destaque global e sedia evento internacional sobre finanças sustentáveis no agronegócio
03 setembro 2026 às 13h11

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O evento Sustainable Finance Summit 2026 é realizado nesta quinta-feira, 3, em Goiânia e recebe empresários do agronegócio, da tecnologia, representantes do governo, além de embaixadores asiáticos, africanos e europeus. Realizado tradicionalmente no eixo Rio-São Paulo, o evento veio para Goiás devido ao desenvolvimento e o potencial do Estado na contribuição para uma economia sustentável, segundo a organização.
São ministradas palestras e rodas de conversas temáticas que abordam créditos de carbono, inovação, bioeconomia, mercado de capitais, entre outros assuntos. Representando o Governo de Goiás, o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, Ademar Leal, falou sobre a relevância do projeto acontecer no Estado “É a nossa casa, é o motor do desenvolvimento e também é o motor da preocupação, é o ponto focal da preocupação com o meio ambiente, preocupação e zelo com o meio ambiente e o Estado de Goiás está fazendo isso muito bem feito”.
O gestor também fala sobre a necessidade de Goiás dar mais publicidade às práticas sustentáveis do agronegócio e destacou um ponto interessante: a queda do desmatamento nos últimos cinco anos. “Nós conseguimos reduzir em 70% o desmatamento, legal e ilegal durante esse tempo. Em 2025, nós reduzimos em 24% as queimadas se comparado ao ano de 2024. Esse ano nós estamos fazendo um trabalho com o gabinete institucional de combate a incêndios, até porque nós estamos vivenciando aí a possibilidade desse super El Niño”.
Além disso, Ademar Leal disse que a produção goiana é totalmente sustentável. “Nós respeitamos as normas mundiais, temos um nível de preservação maior do que o necessário, inclusive o Brasil é muito mais preservado do que a necessidade ou do que a maioria dos nossos competidores que produzem alimentos”.
Goiás e a economia da floresta em pé
As práticas, exigências e estratégias do setor financeiro trazem uma nova realidade com oportunidades inéditas para o agronegócio e a importação goiana. O secretário explica, por exemplo, como os créditos de carbono estão fazendo com que os fazendeiros do Estado ganhem dinheiro sem precisar intevrir na flora local
“A preservação era um custo para o proprietário. Você imagina comprar 100 hectares e poder explorar só 80 hectares. Desse modo, 20% da sua propriedade tem que cuidar, pagar imposto e não pode explorar. Agora, a gente começa a ver explorações sustentáveis e com condição de rentabilizar o dinheiro da floresta em pé”.
O Estado já conta com empresas certificadoras que validam o crédito de carbono, mas Ademar Leal também revela que essa é uma prática em estágio inicial em Goiás. “Eu vou dizer que está no início, sim, não é uma coisa que já está consolidada. Mas temos várias empresas sérias, muitas empresas inclusive ligadas a organismos internacionais, a ONGs, enfim, empresas de sustentabilidade mundial para poder fazer essa certificação da floresta em pé”.
Por fim, o gestor conta como a profissionalização do sistema produtivo reduz a emissão de carbono em qualquer que seja a cultura cultivada na plantação. Isso acontece porque as emissões estão muito ligadas às áreas dematadas e subutilizadas. “Quando você utiliza bem, fazendo fertilização, recuperação de pastagem, uso intensivo do solo, você começa a ciclar nutrientes e, ao ciclar nutrientes, você produz mais e, consequentemente, ganha mais dinheiro. Onde preserva, produz e se faz uma gricultura de baixo carbono”.
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