A venda de uma mina de níquel em Goiás para uma empresa chinesa entrou na mira da União Europeia, que tenta impedir o avanço do negócio por preocupação com o controle global de minerais críticos usados na transição energética.

O ativo pertence à mineradora Anglo American, que busca reduzir operações e concentrar investimentos em minerais considerados estratégicos. No entanto, a negociação passou a enfrentar resistência internacional diante do temor europeu de aumento da dependência da China no fornecimento de níquel.

A mina localizada em Goiás ganhou relevância no cenário geopolítico por fazer parte da cadeia de produção de baterias, veículos elétricos e tecnologias ligadas à energia limpa. O níquel é considerado um dos principais minerais críticos do mercado global atualmente.

Segundo a reportagem, autoridades europeias acompanham o caso desde o fim do ano passado e avaliam possíveis impactos estratégicos caso o controle do ativo passe para grupos chineses. A preocupação é que a concentração da produção amplie o domínio da China sobre matérias-primas essenciais para a indústria e a transição energética mundial.

A demora nas investigações e na análise do negócio também afeta os planos da Anglo American, que pretende simplificar sua estrutura e focar em menos minerais.

O caso coloca Goiás no centro de uma disputa internacional envolvendo mineração, segurança econômica e transição energética, em um momento em que países europeus e potências globais tentam garantir acesso a recursos estratégicos para as próximas décadas.

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